A secretária-geral adjunta da UGT, Paula Bernardo, manifestou esta quinta-feira preocupação quanto à evolução futura do Produto Interno Bruto (PIB), apesar de reconhecer a existência de sinais que apontam para uma situação menos negativa.

«A nossa preocupação persiste quanto à evolução do PIB», disse à agência Lusa Paula Bernardo, referindo algumas reservas relativamente às metas de crescimento previstas no Orçamento do Estado (OE)para 2014.

O INE divulgou hoje que a economia portuguesa cresceu no terceiro trimestre do ano, com o PIB a aumentar 0,2% face ao segundo trimestre do ano, mas mantendo-se ainda em valores negativos quando comparado com o mesmo período do ano passado.

De acordo com a estimativa rápida do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre, hoje divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a economia voltou a crescer pelo segundo trimestre consecutivo, quando comparado com o trimestre anterior.

«São sinais que apontam para uma situação menos negativa do PIB, mas são sinais muito ténues», disse a dirigente da UGT.

Para Paula Bernardo, a evolução trimestral do PIB «é muito sustentada nas exportações».

Por isso, manifestou preocupação relativamente à desaceleração das economias da Alemanha e da França, «que são dois importantes mercados para Portugal».

A economista salientou ainda que o OE para 2014 não assegura o crescimento e o emprego, pelo contrário, «continua a reduzir o rendimento das famílias».

«Este OE penaliza as pessoas e a economia, pois sem rendimento não há consumo e sem consumo as empresas não vendem», disse em declarações à agência Lusa.