O Governo aprovou 12 contratos fiscais de investimento, no valor de 160 milhões de euros, em áreas como a aeronáutica, a energia, a indústria dos moldes, a indústria automóvel, a maquinaria e a saúde.

O Conselho de Ministros diz que vão ser criados 358 postos de trabalho direto até 2023. O ministro da Economia salientou, em conferência de imprensa, que além da criação de 358 novos postos de trabalho, estes 12 contratos implicam a manutenção de 2.366 empregos (acordados com as empresas envolvidas). Haverá ainda, segundo disse, um impacto significativo ao nível dos empregos indiretos, que não foram contabilizados.

"Estes 12 projetos de investimentos hoje aprovados comprovam o bom momento que a economia portuguesa está a atravessar", destacou Manuel Caldeira Cabral.

O investimento no segundo trimestre do ano aumentou pelo quinto trimestre consecutivo, atingindo um crescimento de 10,3%, o maior dos últimos 18 anos".

Um desempenho mostra a "sustentabilidade da economia portuguesa", realçou. O ministro destacou ainda a diversificação dos projetos aprovados, quer em termos geográficos, quer a nível setorial e até no que toca à dimensão.

E apontou ainda para a "dinâmica do crescimento verificada nas empresas exportadoras de mercadorias na primeira metade do ano", que possibilitou que as exportações de bens e serviços tenham subido 12,6% face a igual período de 2016, naquele que é o maior crescimento semestral dos últimos seis anos.

Os 12 projetos em causa vão beneficiar de benefícios fiscais em sede de IRC, IMI, Imposto de Selo e IMT.. No total, e segundo o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, António Mendonça Mendes, estes contratos de investimento contemplam a atribuição de 16 milhões de euros de benefícios fiscais.

Há dois dias teve lugar um conselho de ministros extraordinário dedicado ao Portugal pós-2020, pelo que o Governo esteve a analisar investimentos e fundos comunitários. No final dessa reunião, o ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques, recusou que o executivo esteja a ser eleitoralista ao falar de investimentos a duas semanas das autárquicas.

Os 12 projetos

OGMA (Alverca)

Implica um investimento de 9,9 milhões de euros, a criação de 28 postos de trabalho, e visa diversificar as áreas de negócio da companhia, através da "implementação de uma nova actividade operacional na empresa, distinta das áreas de fabricação e montagem de aeroestruturas e de manutenção aeronáutica (MRO), nos quais a empresa actualmente opera", lê-se no comunicado do Conselho de Ministros.

TEC Pellet (Póvoa do Varzim)

30,7 milhões de euros. Envolve a criação de 23 postos de trabalho e vai aumentar a capacidade produtiva da unidade industrial, recorrendo a "inovações do processo produtivo, através da adição de novas funções e aplicabilidades". Vai incorporar "novas tecnologias produtivas não existentes em Portugal e novos sistemas de planeamento e gestão da produção".

Sakthi Portugal (Águeda)

36,7 milhões de euros. Envolve a criação de 135 postos de trabalho, estando relacionado com a construção de uma nova unidade industrial autónoma para a produção de componentes de segurança crítica em ferro nodular para automóveis.

Painel 2000 (Braga)

7,5 milhões de euros . Vai lançar 21 novos postos de trabalho e passa pela criação de duas novas linhas de produção de novos produtos, que vão possibilitar "o aumento da eficiência da empresa e um acréscimo significativo da sua capacidade e produtividade".

Paper Prime (Vila Velha de Rodão)

24,6 milhões de euros. Possibilita a construção de uma nova unidade industrial para o fabrico de papel tissue e cria 45 postos de trabalho.

Fundifás - Fundição (Águeda)

7,8 milhões de euros. Abre 20 postos de trabalho e destina-se ao aumento da eficiência produtiva e à redução dos custos de produção da companhia.

DMM - Desenvolvimento, Maquinagem e Montagem (Oliveira de Azeméis)

1 - 5,2 milhões de euros. Vai criar oito postos de trabalho e permitir o desenvolvimento da actividade de fabricação de componentes para automóveis.

2 - 5,1 milhões de euros,16 postos de trabalho, permitindo desenvolver a actividade de fabricação de suportes e elementos mecânicos para viaturas automóveis.

Epalfer - Serralharia de Moldes, Cunhos e Cortantes (Águeda)

4,8 milhões de euros. Lança seis novos postos de trabalho, permitindo a construção de uma nova unidade industrial.

Bohus Botech Portugal (Sousel)

5,6 milhões de euros. Cria 12 postos de trabalho, visando a instalação de uma unidade produtiva de dispositivos médicos.

Schmidt Light Metal (Oliveira de Azeméis)

8,03 milhões de euros. Vai permitir a fabricação de novas peças para o sector automóvel, criando 17 postos de trabalho.

Efapel - Empresa Fabril de Produtos Elétricos (Coimbra)

13,7 milhões de euros. Vai criar 27 postos de trabalho, e é destinado à industrialização de soluções diferenciadoras para este setor.