O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, defendeu esta segunda-feira que as start-up vão estar "cada vez mais na base económica da cidade", acrescentando que "todas as semanas" o município recebe pedidos para novas incubadoras de empresas.

"Não é aqui que está a base económica, ainda, da cidade, mas não tenho nenhuma dúvida de que é aqui que cada vez mais vai estar a base económica da cidade", afirmou Fernando Medina, intervindo perante empresários.

Segundo o autarca, "não há semana que não se receba na Câmara de Lisboa um pedido de novas incubadoras, das melhores incubadoras internacionais, a quererem procurar espaços para se localizarem em Lisboa".

"Porquê? Porque nós entrámos no mapa, entrámos no radar e a partir daqui temos é que agarrar esta oportunidade, fechar os negócios e fazer com que eles para cá venham", frisou.

Discursando durante um almoço/debate promovido pela Câmara de Comércio e Indústria Luso-francesa, Medina assinalou também que "30% dos jovens empreendedores que vêm para Portugal são estrangeiros".

As start-up são empresas ou negócios inovadores e em fase de arranque que, segundo os investidores, procuram modelos de negócio que sejam repetíveis e escaláveis.

O autarca aproveitou para sublinhar que "Lisboa precisa claramente de alargar as suas zonas de atratividade turística".

"No plano estratégico de há uns anos, havia três grandes zonas identificadas: Expo, baixa e Belém", frisou, considerando que "essas três zonas estão sólidas e solidificadas".

Atualmente, defendeu Medina, Lisboa "precisa de mais, precisa de ter mais zonas de atratividade turística", dando como exemplos "a expansão do Museu Nacional de Arte Antiga, a requalificação da Praça de Espanha e expansão do Museu da Gulbenkian, a nova Feira Popular ou o aproveitamento do centro histórico de Carnide e do paço do Lumiar".

"Precisamos de espalhar mais e ao mesmo tempo precisamos de completar e complementar mais o produto Lisboa com vários produtos turísticos que estão ou na região de Lisboa, ou fora da região de Lisboa", disse.

Fernando Medina advogou, contudo, que, "concretizando-se a estratégia que a TAP tem definida de aposta, quer no mercado brasileiro, quer no mercado norte-americano, nenhum brasileiro nem nenhum norte-americano vem cá [só] para ver Lisboa".

"Vem cá para ver Lisboa, mas seguramente que o brasileiro quererá ir a Fátima e provavelmente não dispensará uma perninha a Coimbra ou a Viseu, onde há de ter um seu ascendente", advogou.

Em termos sociais, porém, o autarca reconheceu que "o modelo de desenvolvimento da cidade vai gerar fenómenos de exclusão", maioritariamente devido à exigência de mão-de-obra cada vez mais qualificada, dado ser "mais intensivo em conhecimento e em capital".

O autarca vincou ainda que um dos desafios que tem pela frente será "gerir o crescimento do turismo com a qualidade de vida na cidade".