Para o PSD, é ainda necessário clarificar questões sobre a proposta do primeiro-ministro para criar uma instituição financeira responsável pelo crédito malparado - um banco mau só dirigido a este problema, como Espanha também criou. Uma coisa é certa: é fundamental a salvaguarda dos contribuintes, que não devem ser onerados com encargos adicionais.

"A questão fundamental relativamente a este mecanismo tem a ver com a salvaguarda dos contribuintes, o PSD entende que os contribuintes não devem ser onerados com encargos adicionais", afirmou o deputado do PSD Manuel Rodrigues, citado pela Lusa, em declarações aos jornalistas no parlamento.

Reservando uma posição do partido para quando forem conhecidos os termos do veículo de ativos não produtivos avançado pelo Governo, Manuel Rodrigues disse existirem ainda questões que importa clarificar.

Segundo os últimos dados do Banco de Portugal, os bancos portugueses tinham, em fevereiro, 17.984 milhões de euros em crédito malparado, mais 275 milhões de euros do que no mês de janeiro.

O primeiro-ministro, António Costa, defendeu no fim de semana numa entrevista à TSF e ao DN que é "útil para o país encontrar um veículo de resolução do crédito malparado", considerando também que só as instituições europeias podem responder se Portugal precisa de uma nova ajuda externa para o sistema financeiro.

António Costa defendeu a necessidade de trabalhar com as instituições regulatórias e com as instituições financeiras na resolução dos chamados ‘Non Performance Loans', o crédito mal parado.

"Acho que era útil para o país encontrar um veículo de resolução do crédito malparado, de forma a libertar o sistema financeiro de um ónus que dificulta uma participação mais ativa nas necessidades de financiamento das empresas portuguesas", explicou o chefe do executivo.