O Governo de António Costa mantém a previsão de crescimento da economia portuguesa em 2016 nos 1,8%, tal como previsto no Programa de Estabilidade. É a reação do Ministério das Finanças à estimativa rápida do Produto Interno Bruto (PIB) para o segundo trimestre, divulgada esta manhã pelo Instituto Nacional de Estatística.

O comunicado do ministério de Mário Centeno reconhece que a retoma está a demorar mais tempo que o previsto, com a economia a crescer 0,8% no segundo trimestre de 2016 face ao homólogo de 2015.

Uma evolução inferior à que está subjacente ao Orçamento do Estado (OE) de 2016. A economia está assim a levar mais tempo a acelerar o ritmo de crescimento", diz o comunicado.

 

Contudo, nos próximos meses, o crescimento económico deverá ser sustentado nos sinais de franca recuperação do mercado de trabalho", acrescenta.

Uma afirmação que a equipa das Finanças sustenta no fato do desemprego estar nos 10,8%, "o valor mais baixo desde 2010", e haver menos 61 mil desempregados.

Desde 2011, nunca houve uma tão forte criação de novos empregos", argumenta ainda o comunicado.

Do desemprego/ emprego para a confiança dos empresários que o gabinete do ministro das Finanças também diz estar a recuperar. Passando pelo investimento, que o Executivo acredita, igualmente, que vai continuar a melhorar no segundo semestre. 

As expectativas de investimento em 2016, divulgadas pelo INE, são as mais elevadas desde 2007. No segundo semestre, este cenário de investimento será reforçado pela implementação completa do Portugal 2020", frisa. 

Um otimismo de recuperação mais lenta mas possível, acredita o Governo, que leva o ministério a concluir que,  não só será possível cumprir o objetivo de défice público anual, como o de crescimento económico. 

O rigor das contas públicas traduz-se, também, na contenção da despesa pública. Como resultado, a melhoria do défice público no primeiro semestre excedeu o projetado no OE de 2016, permitindo antever o cumprimento do objetivo anual", conclui.

Hoje o INE,  disse que a economia deve ter crescido 0,2% no trimestre, o mesmo que nos dois anteriores. Para esta evolução, "a procura externa líquida contribuiu positivamente, enquanto a procura interna registou um contributo nulo", referiu o instituto.

Na comparação homóloga, o PIB registou um aumento de 0,8% em volume no segundo trimestre de 2016. E também aqui a comparação não é a melhor, já que no trimestre anterior, face ao homólogo o crescimento foi de 0,9%. E o INE apontou as componentes responsáveis por esta descida.