O governador do Bundesbank, Jens Weidmann, considerou esta quinta-feira que um alívio da dívida grega «não mudaria realmente» a situação financeira do país a curto prazo, mas penalizaria fortemente os outros governos europeus que fizeram reformas.

«Um alívio da dívida não mudaria grande coisa na situação de liquidez da Grécia», disse Weidmann num discurso em Londres divulgado pelo banco central alemão.

Segundo Weidmann, «as maturidades médias da dívida são longas e as taxas de juro médias são baixas».

«Qualquer flexibilização dos compromissos seria contraproducente para os esforços feitos para reconquistar a confiança dos investidores», continuou.

A situação de alívio seria também feita «em detrimento dos contribuintes dos outros países da zona euro» e dos seus governos.

Seria muito mais difícil para estes justificar a necessidade de seguir o caminho difícil das reformas económicas», acrescentou.

As declarações de Weidmann foram feitas numa altura em que a Grécia pretende reduzir o peso da dívida e acabar com a austeridade que foi imposta com os dois programas de assistência financeira ao país.

«A Grécia vai continuar a precisar de apoio, mas esse apoio não pode ser concedido se os compromissos não forem cumpridos», afirmou o responsável alemão.