Rui Rio é mais uma voz da área do PSD a defender a nacionalização, temporária, do Novo Banco e diz esperar que Bruxelas não vete, de forma burocrática, essa solução. O ex-autarca do Porto e possível candidato à liderança do PSD em 2018 assume assim uma posição diferente da direção do partido.

A newsletter diária do PSD de segunda-feira tinha por título Mitos sobre o Novo Banco e ainda esta quarta-feira, na TSF, o deputado Duarte Pacheco elogiava o ministro das Finanças, por parecer preferir a venda à nacionalização, e vincava que esta só devia ser referida como “arma negocial”.

Mas essa não é a opinião de Rui Rio, que considera que a nacionalização temporária fará sentido, se assim se conseguir “rendibilizar o banco” e, daqui por alguns anos, “ter o retorno de todo o capital nele investido e, se possível, com alguma compensação para o Estado”.

Para Rio, num texto enviado ao Público com a sua posição sobre a matéria, a nacionalização transitória “seria a forma de, em termos de médio prazo, se evitar ainda mais despesa pública com o sector bancário; e, até, de se aliviar a carga que os outros bancos já estão a suportar com este escândalo nacional”. Indignado com o processo da resolução do BES, o economista questiona, aliás, como é possível que o sistema judicial não tenha acusado ninguém.