A poupança das famílias desceu em fevereiro após dois meses a subir, segundo o indicador de poupança APFIPP/Universidade Católica (UCP) divulgado esta quarta-feira.

Este indicador passou dos 98,9 pontos em janeiro para os 97,1 pontos em fevereiro, uma ligeira diminuição que não tem expressão na atual tendência da poupança das famílias, defende a Universidade Católica.

A poupança das famílias, medida pela variação trimestral da série alisada, apresenta um aumento médio de cerca de 0,04 pontos percentuais do PIB por trimestre desde 2013.

Desde maio do ano passado que este indicador vinha apresentando aumentos mensalmente até que em novembro apresentou uma queda face ao mês anterior, tendo depois voltado a subir até nova descida em fevereiro.

O indicador de poupança da Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Património (APFIPP)/UCP inclui os dados do Instituto Nacional de Estatística (já de acordo com o novo Sistema Europeu de Contas (SEC2011) e com a nova base 2011), e da poupança financeira do Banco de Portugal.

O indicador de poupança APFIPP/UCP procura antecipar a evolução da taxa de poupança das famílias portuguesas em percentagem do PIB, corrigida de efeitos de sazonalidade, e resulta da análise ao comportamento de um conjunto alargado de fontes estatísticas.

O indicador de poupança assumiu o valor 100 no último trimestre de 2000 quando a taxa de poupança foi de cerca de 8% do PIB.

Assim, cada 12,5 pontos do indicador representam cerca de 1% do Produto Interno Bruto (PIB). Quando o indicador atinge o valor 125, a poupança das famílias é cerca de 10% do produto.