Portugal é o sexto país que mais cumpriu em 2012 e 2013 as recomendações de reformas estruturais da Organização para a Cooperação e desenvolvimento Económico (OCDE), segundo a instituição.

A lista dos países que mais cumpriram as recomendações da OCDE é liderada pela Grécia, Irlanda e Espanha, sendo os quarto e quinto lugares ocupados pela Nova Zelândia e Estónia, respetivamente.

O economista chefe da organização, Rintaro Tamaki, sublinhou numa conferência de imprensa que os mais cumpridores com o programa Going for Growth são os países que estiveram sob mais pressão durante a crise financeira.

Na opinião de Tamaki, a maioria dos Estados-membros, mas também os emergentes, ainda têm uma ampla margem para levar a cabo essas reformas estruturais que podem ajudar a dar vigor o investimento, reavivar o aumento do comércio e favorecer a inovação através de uma maior concorrência.

No estudo Going for Growth, a OCDE identifica cinco prioridades políticas de reforma para cada um dos países no prazo de dois anos.

Por outro lado, a OCDE sublinhou a existência do riso de deflação nalguns países periféricos da zona euro e em particular na Grécia e constatou que há um diferencial nas taxas de inflação dos países da moeda única, que faz parte do ajustamento em termos de competitividade.

O economista-adjunto da organização, Jean-Luc Schneider, sublinhou que aquele comportamento de uma muito baixa inflação nos Estados periféricos da zona euro «não é necessariamente alguma coisa má» porque defendeu que estes países têm de ganhar competitividade.