A troika constatou hoje os progressos realizados pelo Chipre no âmbito do programa de reformas associado ao resgate concedido ao país, mas advertiu para a persistência de «riscos significativos» e pediu a Nicósia para adotar mais medidas.

«Enquanto o programa continua no bom caminho, Chipre ainda enfrenta riscos significativos. Continua a ser essencial para o êxito do programa continuar com a aplicação completa e a tempo das políticas», afirmou a troika numa declaração conjunta.

A Comissão Europeia, o Banco Central Europeu (BCE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmaram que o programa de reformas acordado com as autoridades cipriotas em troca de 10.000 milhões de euros está no bom caminho depois da terceira missão realizada no país desde 29 de janeiro até hoje.

A troika sublinhou que o país «cumpriu com uma margem considerável» os objetivos de redução do défice para 2013 e que a recessão da economia cipriota foi «menos grave que o previsto», ao mesmo tempo que destacou que o setor financeiro está a dar «provas de estabilização».

A queda de preços e salários «ajuda a amortizar o impacto da recessão sobre o emprego», apesar do desemprego continuar muito elevado", referiu a troika.

No entanto, a troika sublinhou que as perspetivas para 2014 apontam para uma contração da produção de 4,8% e que apesar de se prever um «modesto» crescimento de 1% em 2015, a recuperação deste pode se ver ameaçada por «riscos significativos».

No setor financeiro «o primeiro desafio é enfrentar o alto nível de empréstimos em mora» pelo que a troika pediu às autoridades cipriotas para estabelecerem um prazo «adequado» para gerir e continuar os progressos na redução da morosidade, especialmente face à continuação da reestruturação dos bancos e das cooperativas de crédito.