O primeiro-ministro defendeu, nesta segunda-feira.  a "reconstituição de um Conselho Superior de Obras Públicas", que deve emitir "parecer obrigatório sobre os programas de investimento e projetos de grande relevância".

Segundo António Costa, este conselho terá "uma representação plural, designada pelo Conselho Económico e Social, ordens profissionais, universidades, regiões e áreas metropolitanas", bem como "associações ambientais".

O chefe do Governo, que falava na sessão de encerramento da 1.ª conferência de Gaia, subordinada ao tema 'As Vias do Noroeste', apontou a criação deste novo conselho no âmbito do desejo do executivo de "reforçar as competências do Estado para que sejam efetuadas adequadas análises de custo/benefício".

Costa afirmou também querer que "os programas plurianuais de investimento sejam sujeitos a ampla e participada discussão pública antes da sua aprovação, com a indicação expressa dos fundos de financiamento", e que estes sejam sujeitos à apreciação do parlamento "por uma maioria qualificada de dois terços de forma a assegurar sempre o compromisso político que transcenda o quadro sempre limitado das maiorias que vigora em cada uma das legislaturas".

No seu discurso, o primeiro-ministro destacou a importância em investir na ferrovia no âmbito dos instrumentos do Portugal 2020, designadamente a "modernização da linha do Norte", o "corredor Aveiro-Salamanca (Espanha), a linha do Minho e a melhoria da ligação ferroviária ao porto de Leixões".

António Costa apontou ainda a linha do Douro e lembrou, no âmbito da rodovia, o túnel do Marão, considerando que estes são "investimentos determinantes para o reforço da competitividade interna e externa da região" Norte.

O primeiro-ministro destacou o facto de dar "finalmente início à implementação dos pactos de Desenvolvimento e Coesão Territorial", celebrados com as duas áreas metropolitanas e as comunidades intermunicipais, acrescentando que "daqui a duas semanas" será lançado "o Plano de Dinamização de Investimento de Proximidade, com mais de 300 milhões de euros de fundos comunitários".

O governante referiu ainda a importância determinante da "mobilidade elétrica" para alcançar os objetivos europeus de redução de emissões e de veículos, adiantando que estão a ser dados passos para que avance "a instalação de novos postos" de abastecimento de veículos a eletricidade no corredor da mobilidade elétrica Portugal-Espanha-França.