O ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social garantiu esta segunda-feira que dois mil milhões de euros dos fundos comunitários Portugal 2020 serão gastos com desempregados de longa duração, pessoas com deficiência e programas de aquisição de competências básicas.

A ser ouvido na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública, no âmbito da discussão na especialidade do Orçamento do Estado (OE), o ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social (MSESS), Pedro Mota Soares, disse que a construção do futuro do país «passa muito pelo próximo quadro de fundos comunitários Portugal 2020».

«Nunca antes, Portugal tinha tido uma parte dos seus fundos exclusivamente para a inclusão social e o emprego. Nunca antes se haviam destinado dois mil milhões de euros no combate à pobreza, à exclusão social e ao desemprego. Vamos tê-los», sublinhou, citado pela Lusa.

Aos deputados, o ministro aproveitou para deixar a garantia de que essa verba vai ser gasta «num conjunto vasto de medidas», entre programas específicos de emprego para desempregados de longa duração, pessoas com deficiência e com programas de aquisição de competências básicas.

Segundo Mota Soares, as medidas passam por aumentar o número de territórios com contratos locais de desenvolvimento social, introduzir novas tecnologias no cuidado a doentes e idosos ou por diversificar a oferta de serviços sociais e de saúde.

Pretende igualmente melhorar e aumentar a rede da economia social, assim como a sua sustentabilidade, «inovando e desenvolvendo pela via do empreendedorismo social» ou «introduzindo e desenvolvendo fundos de impacto social (...), que permitem envolver diferentes agentes na melhoria da qualidade de vida da comunidade em que se inserem».