Os trabalhadores da Carristur, em Lisboa, realizam no sábado uma greve de 24 horas para exigirem melhores condições de trabalho e aumentos salariais, disse hoje fonte da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans).

“É uma paralisação contra as degradações das condições de trabalho e salariais, em contraponto com os aumentos que se registaram com diretores desta empresa (Carris, que detém 100% da Carristur)”, indicou Manuel Leal, citado pela Lusa.


Em causa está o congelamento salarial daqueles trabalhadores desde 2009 e o recente aumento dos diretores em 2.500 euros por mês, segundo dados da Fectrans.

De acordo com Manuel Leal, o salário médio de um motorista da Carristur é de 630 euros.

No sábado, os trabalhadores realizam, ainda, um plenário às 09:00 para debater a atual situação e decidir formas de luta para o futuro.

Numa declaração enviada por escrito à agência Lusa, a administração da Transportes de Lisboa (que engloba a Carris, Metro e grupo Transtejo) afirmou que a Carristur "não foi alvo de qualquer reorganização, pelo que não se registaram, nesta empresa, alterações de comissões de serviço nem de condições remuneratórias".

"Sobre a greve decretada para o próximo sábado, em Lisboa, atendendo às características e especificidades da operação turística, não existe necessidade de comunicar eventuais alterações do nível de oferta", acrescentou.


A Carristur é uma operadora de circuitos turísticos em autocarros panorâmicos e exerce a atividade em Lisboa, Porto, Funchal, Coimbra, Braga e Guimarães.