Portugal perdeu uma posição entre os países europeus que mais incorporam renováveis no consumo final de energia, passando de 6.º para 7.º lugar entre 2011 e 2012, aumentando a quota de renováveis em apenas 0,1 pontos percentuais.

Segundo os dados do Eurostat, hoje divulgados, Portugal, que tem uma das quotas de renováveis mais elevadas da União Europeia (24,6%), foi ultrapassado pela Dinamarca, que passou de 24 para 26%.

No conjunto dos países da União Europeia (UE28), as fontes renováveis contribuíram para 14,1% do consumo total de energia, enquanto em 2004 pesavam apenas 8,3%.

Nesse ano, as fontes renováveis representavam já um quinto do consumo de energia em Portugal (19,2%).

A União Europeia estabeleceu o objetivo de incorporar 20% de energias renováveis no total de consumo energético até 2020, enquanto Portugal traçou uma meta mais ambiciosa, de 31%, já que os países traçaram objetivos diferentes consoante o ponto de partida, potencial das energias renováveis e desempenho económico.

Alguns, como a Bulgária, Estónia e Suécia já atingiram a meta. No caso da Suécia, o objetivo era de 49%, tendo sido alcançados 51% em 2012, a Bulgária pretendia chegar aos 16% em 2020 e conseguiu 16,3% em 2012.

A seguir à Suécia, o país mais «renovável» da UE28 é a Letónia (35,8%), seguindo-se a Finlândia (34,3%) e a Áustria (32,1%).

No extremo oposto encontram-se Malta (1,4%), Luxemburgo (3,1%), Reino Unido (4,2%) e Holanda (4,5%).

Os países que mais evoluíram entre 2004 e 2012 foram a Suécia (de 38,7% para 51%), Dinamarca (14,5% para 26%), Áustria (22,7% para 32,1%), Grécia (7,2% para 15,1%) e Itália (5,7% para 13,5%).