A taxa de desemprego atingiu 8,8% no segundo trimestre de 2017. Este valor é inferior em 1,3 pontos percentuais (p.p.) ao do trimestre anterior e em 2,0 p.p. ao do trimestre homólogo de 2016, anunciou Instituto Nacional de Estatística (INE).

É o valor mais baixo desde 2008, quando a taxa atingiu os 7,3% no segundo trimestre. Seguindo-se 7,7% no terceiro trimestre, 7,8% no quarto e depois 8,9% no primeiro trimestre de 2009.

Contas feitas há menos 62,5 mil pessoas desempregadas entre abril e junho do que entre janeiro e março. E há menos 97,9 mil desempregados se compararmos com abril, maio e junho de 2016.

Já população empregada, estimada em 4.760,4 mil pessoas, verificou um acréscimo trimestral de 2,2% (mais 102,3 mil). Em relação ao trimestre homólogo, verificou-se um aumento de 3,4% (mais 157,9 mil), o maior desde o 4.º trimestre de 2013.

A taxa de desemprego de jovens (15 a 24 anos) foi de 22,7%, menos 2,4 p.p. do que no trimestre anterior e menos 4,2 p.p. do que no trimestre homólogo de 2016. Entre os jovens dos 15 aos 34 anos, 10,8% não estavam empregados, nem em educação ou formação, o que representa uma diminuição de 1,0 p.p. face ao trimestre anterior e de 1,9 p.p. face ao homólogo.


A proporção de desempregados à procura de emprego há 12 e mais meses (longa duração) foi de 59,2%, mais 0,3 p.p. do que no trimestre anterior e menos 4,9 p.p. do que no trimestre homólogo de 2016.

Nos dados mensais do desemprego, Portugal já tinha baixado a barreira dos 10%. Esse indicador, contudo, utiliza um universo e metodologias diferentes da taxa de desemprego trimestral, que continua a ser a principal referência quando, por exemplo, os governos fazem previsões para o desemprego.