O grupo SATA apresentou melhorias de resultados líquidos de 36%, tendo passado de um prejuízo de cerca 35 milhões de euros para cerca de 22 milhões de euros, face ao ano de 2014, segundo um comunicado da operadora.

A dívida bancária "reduziu ligeiramente" de 2014 para 2015, designadamente de 162 para 161 milhões de euros, mantendo-se, "mesmo assim, em valores bastante elevados", cita a Lusa.

Os gastos operacionais do grupo SATA sofreram uma redução de 8,6 por cento, em 2015, o que representa 18,4 milhões de euros abaixo dos valores registados no exercício de 2014.

"Esta redução dos gastos operacionais é fruto dos esforços e iniciativas de aumento de eficiência e racionalização dos recursos necessários à operação desenvolvidos no seio das empresas do grupo SATA e dos fornecimentos de serviços externos (FSE), também muito influenciados pelo impacto da evolução das cotações de brent no preço dos combustíveis"

Os FSE reduziram de 141 milhões de euros, em 2014, para 125 milhões, em 2015, tendo os gastos com pessoal sofrido um decréscimo de 59,7 para 58,4 milhões de euros, ao mesmo tempo em que se registou um "ligeiro decréscimo" nas vendas e serviços prestados, de 154 milhões para 147 milhões.

Ainda de acordo com o grupo SATA, os resultados operacionais "melhoraram" em cerca de 14,5 milhões de euros, face ao ano de 2014, passando para menos de 17 milhões de euros negativos, em 2015, que comparam com resultados operacionais negativos na ordem dos 31 milhões de euros, em 2014.

Os encargos financeiros ascenderam a cerca de nove milhões de euros em 2015, "agravando-se", consequentemente, o resultado do exercício, ainda segundo a mesma fonte.

No âmbito da sua estratégia comercial, o grupo adquiriu recentemente um Airbus A330, que começou a operar em março para os Estados Unidos e Canadá, visando assegurar as suas ligações de longo curso.

Em declarações à agência Lusa, em fevereiro, o presidente do grupo SATA afirmou que se está a trabalhar na chegada de mais uma aeronave A330, no quadro do plano de negócios delineado pelo grupo e aprovado pelo Governo dos Açores, cuja região é acionista única da empresa, integrando um processo de médio prazo.

Os A330, que vão substituir os A310 da companhia, têm capacidade para um total de 284 passageiros, um volume de carga de 136 metros cúbicos e, apesar de o custo com combustível ser maior, em comparação, por exemplo, com o Boeing 767-300ER, torna-se mais económico, porque transporta um maior número de passageiros e em maior conforto.