A Comissão Europeia aprovou a proposta de aquisição do Banco BPI pelos espanhóis do CaixaBank, no âmbito do regulamento de fusões.

Esta luz verde surge depois de o executivo comunitário ter concluído que Oferta Pública de Aquisição (OPA) “não levanta quaisquer problemas de concorrência porque as quotas combinadas de mercado das empresas são muito baixas”, lê-se em comunicado.

A operação foi analisada no âmbito do chamado processo de fusão simplificada. 

O BPI aceitou a OPA dos espanhóis a 17 de maio. O conselho de administração liderado por Fernando Ulrich classificou-a como "oportuna" e "amigável" e o próprio, horas antes, teceu rasgados elogios àquele que já é o principal acionista do banco.

A OPA oferece 1,113 euros por acção para comprar os 55,9% restantes no banco português e foi apresentada depois de o acordo com a Santoro de Isabel dos Santos ter colapsado. Embora reconheça que "a determinação de um preço para o BPI é particularmente difícil, tendo em conta alguns factores que não tem possibilidade de quantificar", o conselho de sdministração do BPI defendeu que o preço proposto "representa, para os lapsos temporais por si considerados dentro do período de seis meses, não um prémio, mas, pelo contrário, descontos relativamente ao preço médio da acção BPI", entre 1% e 11%, avaliando, por seu lado, as ações em 1,54.

As ações do BPI estavam hoje a desvalorizar cerca de 1%, pelas 12:00, para 1,14 euros certos.

O regulador de mercado, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, está a ponderar recorrer a um auditor independente para avaliar o preço do BPI.

Bruxelas também já tinha aprovado uma transação entre os dois bancos em 2015, mas o processo não foi finalizado porque o CaixaBank acabou por retirar a OPA na altura.