O Instituto de Emprego e Formação Profissional e a Câmara de Comércio e Industria Portuguesa vão arrancar com um conjunto de medidas, entre recrutamento, formação, estágios e apoios à contratação, pensadas para desempregados em particular situação de desfavorecimento.

O projeto é formalizado quinta-feira, através da assinatura de um protocolo entre o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) e a Câmara de Comércio e Industria Portuguesa (CCIP).

As várias medidas foram pensadas para desempregados em situação de particular desfavorecimento, incluindo ex-reclusos e quem esteja a cumprir ou tenha cumprido penas ou medidas judiciais não privativas de liberdade; toxicodependentes em processo de recuperação ou vítimas de violência doméstica.

Este protocolo tem também em vista casais desempregados, famílias monoparentais com descendentes a cargo e desempregados de longa duração.

De acordo com a informação do IEFP, o objetivo principal é «apoiar e agilizar os processos de recrutamento e seleção por parte das empresas associadas da CCIP».

Esse objetivo deverá ser concretizado através do recrutamento e seleção de trabalhadores, formação profissional, estágios profissionais e apoios à contratação.

O IEFP terá a responsabilidade de prestar apoio técnico no recrutamento dos trabalhadores, através da análise dos perfis profissionais e apresentação de candidatos, que serão igualmente integrados, sempre que necessário, em ações de formação nos centros de emprego.

Estas ações de formação «devem ter interesse direto para as empresas associadas da CCIP, tendo em conta os postos de trabalho disponibilizados».

«Com vista a melhorar o perfil de empregabilidade dos candidatos selecionados (…), poderá ser equacionado o recurso ao desenvolvimento de estágios profissionais, nomeadamente no âmbito do Programa Estágios Emprego», lê-se no protocolo.

No que diz respeito aos apoios à contratação, o protocolo prevê que as empresas associadas da CCIP possam candidatar-se à medida Estímulo Emprego.

À CCIP caberá sinalizar os processos de recrutamento e os processos de candidatura. Para isso, a CCIP fará chegar ao IEFP os termos e as condições dos candidatos pretendidos pelas empresas suas associadas, com vista a dar preferência às pessoas desempregadas que se enquadram neste protocolo.

O protocolo vai ter a duração de dois anos, estando prevista a constituição de uma comissão paritária, constituída por dois membros do IEFP e da CCIP, com vista a acompanhar a execução das medidas.