As necessidades de financiamento líquidas do Estado para este ano deverão situar-se em cerca de 10,9 mil milhões de euros, segundo anunciou esta segunda-feira a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP).

O programa de financiamento para 2018 já foi aprovado pela tutela, diz o IGCP.

No ano passado, em termos líquidos, as necessidades de financiamento do Estado ascenderam a 12,5 mil milhões de euros.

Em 2018, a estratégia, acrescenta a agência, deverá centrar-se na emissão de títulos de dívida pública nos mercados financeiros em euros com realização regular de emissões de Obrigações do Tesouro (OT), “para promover a liquidez e um funcionamento eficiente dos mercados primário e secundário”.

O IGCP refere que serão exploradas oportunidades para operações de troca e recompras de títulos e antecipa ainda uma contribuição positiva de 1,8 mil milhões de euros de produtos de retalho.

O documento prevê um montante de 15 mil milhões de euros através da emissão bruta de OT, combinando sindicatos e leilões, assegurando emissões mensais.

O IGCP espera que o financiamento líquido resultante da emissão de Bilhetes do Tesouro (BT) resulte num impacto nulo. “Será mantida a estratégia de emissão ao longo de toda a curva, combinando prazos curtos com prazos longos”, lê-se no documento.

Os dois primeiros leilões do ano de emissão de BT a curto prazo (um a seis meses, outro a 12 meses) deverão realizar-se na próxima semana, dia 17, com um montante indicativo entre 1.500 e 1.750 milhões de euros.

Dia 21 de fevereiro haverá novos leilões, com a emissão de BT com montante indicativo entre 1.000 e 1.250 milhões de euros, sendo a seguinte emissão a 21 de março, com valores entre 1.250 e 1.500 milhões de euros.