Os trabalhadores dos impostos vão avançar com uma ação de luta prolongada até ao final do ano que pode passar por uma greve, disse à Lusa o presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos (STI).

«Por essa razão é provável que a greve da função pública de dia 8 [sexta-feira] não tenha um impacto que teria se não estivesse prevista esta ação de luta prolongada até ao final do ano», sublinha o presidente do STI, Paulo Ralha.

O protesto dos trabalhadores dos impostos vai ocorrer na mesma altura em que decorre o perdão fiscal que está em curso até dia 20 de dezembro para quem tem dívidas à Segurança Social e ao Fisco, e que permite, a quem regularizar as dívidas, ficar isento de juros e custas administrativas e ver as coimas reduzidas.

As datas da ação de luta só vão ser anunciadas na próxima semana, quando forem aprovadas pela direção nacional, explicou Paulo Ralha, lembrando que este protesto é uma forma de pressionar o Governo a abrir negociações sobre o regime de carreiras e o vínculo dos trabalhadores dos impostos.