Os trabalhadores dos Centros de Comando Operacional ferroviários marcaram greve para os dias 13 e 17 deste mês, em defesa da redução dos horários, da diferenciação de carreiras e do reforço de recursos humanos. Aceitaram, contudo, assegurar serviços mínimos de 30%.

De acordo com um comunicado da Associação Sindical dos Profissionais de Comando e Controlo Ferroviário (APROFER) e da Associação Sindical das Chefias Intermédias da Exploração Ferroviária (ASCEF), os trabalhadores desta área, que pertenciam aos quadros da REFER, integrada na Infrastruturas de Portugal (IP), "continuam a sofrer os impactos de um processo de mobilidade desocasionado, com graves impactos sociais".

Sem rejuvenescimento de quadros e uma média etária situada próxima dos 50 anos, sem que tenham sido acautelados os impactos inerentes a quem labora em ambientes fechados e em condições altamente stressantes, sujeitos a uma taxa média de trabalho extraordinário em média mais de 25% do horário normal (40 horas semanais), é cada vez mais difícil encontrar capacidade de resposta interna, encontrando-se atualmente os serviços de Comando e Controlo de Circulação em rutura iminente", diz a nota conjunta.

Após um ano de negociações, e "tendo à data esgotado a discussão das suas revindicações", as duas associações marcaram a paralisação para 13 e 17 deste mês, junto à Páscoa.

Reivindicam mobilidade interna e recrutamento externo, além da diferenciação das carreiras e da introdução de mecanismos de avaliação contínua do impacto psicofísico e social na prestação dos serviços e consequente redução do horário de trabalho.

As duas associações sindicais aceitaram prestar serviços mínimos de cerca de 30%.

Os centros de comando e controlo ferroviário funcionam em Braço de Prata (Lisboa), Porto, Setúbal e Faro.