Está à espera do reembolso do IRS que nunca mais chega?

Possivelmente terá que esperar mais um pouco. Um problema informático impediu o pagamento por transferência bancária dos contribuintes que entregaram a declaração via internet.

Aparentemente, todos os dias a Autoridade Tributária efetua milhares de transferências bancárias para pagamento de reembolsos, através do envio de uma ordem global para a Agência de Gestão da Tesouraria do Crédito Público - IGCP.

No passado dia 30 de junho, houve um problema informático no envio dessa ordem para o IGCP, sendo automaticamente ativado o procedimento de contingência: emissão de cheques”, referiu à TVI fonte oficial do Ministério das Finanças.

 

Até ao dia 30 de junho não tinha havido qualquer problema neste sentido e o mesmo foi prontamente resolvido, não tendo voltado a verificar-se”, acrescentou.

E agora? Diz o ministério que “para evitar aos cidadãos em causa a demora e o incómodo associados a receberem os reembolsos por cheque (ao invés da transferência bancária), foi cancelado aquele procedimento de emissão de cheques e repetida a ordem de transferência bancária”.

As ordens de transferência relativas ao dia 30 de junho foram novamente processadas integralmente, “como poderá ser constatado pelos contribuintes afetados através da consulta no portal das finanças”, esclareceu ainda à TVI a mesma fonte, que recusou acrescentar de quantas pessoas se trata.

Mais 23,2 milhões reembolsados até 31 de maio

Até 31 de maio, foram reembolsados 676 milhões de euros, "mais 23,2 milhões que em idêntico período do ano anterior", disse esta manhã no Parlamento, o ministro das Finanças, Mário Centeno. Adicionalmente, até essa data, já tinham sido processados 827 milhões, registando-se "um acréscimo de 174 milhões face ao período homólogo", acrescentou o ministro da tutela.

O Governo volta a frisar que a expetativa é que seja reembolsados mais 200 milhões este ano que em 2015.

E acrescenta que o Executivo de Passos Coelho “subestimou o custo do quociente familiar e também das deduções”. Por este motivo, a receita de IRS projetada no Orçamento do Estado para 2016 inclui o montante de 200 milhões negativos”

Estes números dizem respeito, em larga medida, à primeira fase da entrega do IRS, ou seja, às declarações de rendimentos das categorias A (trabalho dependente) e H (pensões).