Portugal é um dos dez Estados-membros da União Europeia onde a taxa de atividade de cidadãos estrangeiros é maior do que a de cidadãos nacionais nacionais: 81,0% face a 79%, segundo dados divulgados pelo Eurostat, o gabinete de estatísticas europeu. A taxa de atividade permite definir o peso da população ativa sobre o total da população.

Na maioria dos Estados-membros – bem como na média da UE (74% de cidadãos nacionais ativos contra 74,8% de estrangeiros) – a taxa da população com idade entre os 20 e 64 anos do país declarante ativa é superior à de estrangeiros.

Taxa de atividade de população estrangeira

Espanha 82,2%
Chipre 82,2%
Eslovénia 87,1%
Eslováquia 81,3%
Portugal  81,0%
República Checa 80,6%
Grécia 79,8%
Luxemburgo 79,5%
Itália 74,3%
Hungria 74,1%

São estes os países com mais população ativa estrangeira do que nacional, segundo dados de 2015.

Destes, a Grécia, a Eslovénia, a Eslováquia, a Itália, a Espanha, Chipre, Portugal (80,9% contra 79,0%) República Checa e Hungria são os nove Estados-membros em que a maioria da população ativa é oriunda de países fora da União Europeia, face à taxa de atividade dos nacionais.

Na média europeia, a taxa de emprego dos cidadãos oriundos de um país fora da UE é de 56,7% em 2015, o que compara com 70,6% de nacionais.

A parte de trabalhadores com contrato temporário é mais elevada entre estrangeiros extra-UE (21,4%) do que entre nacionais (12,9%). Uma tendência que é acompanhada pelos trabalhadores a tempo parcial (28,3% extra-UE contra 18,4% nacionais).

Já no que respeita ao desemprego, a taxa média europeia para os cidadãos oriundos de um país fora da UE chega aos 18,9%, o dobro da dos nacionais do Estado-membro declarante (8,7%).