A Plataforma de Entendimento para a Reposição das Scut na A23 e A25 disse esta terça-feira que o Estado trocou as receitas por vítimas com a introdução de portagens, que considerou um "roubo" para o Interior.

É um Estado homicida, Governo após Governo, que troca vítimas por receitas. Temos que acabar com este processo de uma vez por todas", afirmou Luís Veiga, do Movimento de Empresários pela Subsistência do Interior, que é uma das sete entidades dos distritos de Castelo Branco e da Guarda que integram a Plataforma.

Este responsável, que falava hoje na Covilhã, no Fórum Público pela Reposição das scut - Sem Custos para o Utilizador, na A23 e na A25, adiantou que aquilo que está a acontecer ao Interior, com a introdução das portagens, é um "roubo".

Já Luís Garra, da União dos Sindicatos do distrito de Castelo Branco (USCB), que também integra a Plataforma de Entendimento, teceu duras críticas ao ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques.

"O ministro [Pedro Marques], além de arrogante e pedante, continua impávido e sereno, sem responder aos pedidos de audiência que reiteradamente temos solicitado", afirmou.

Adiantou que a Plataforma de Entendimento tem bem presente que a reposição das scut é para todos e recordou as palavras de Pedro Marques, na segunda-feira, na Covilhã, de que a abolição das portagens no Interior do país não está em cima da mesa, mas garantiu que o Governo está a estudar a melhor forma para ajudar a mobilidade das empresas.

Quero responder ao ministro que errou o alvo. Enganou-se. Somos beirões, gente sensível, mas dura, e as palavras que ele [Pedro Marques] ontem [segunda-feira] disse, não nos desanimam. Vamos mostrar que na Beira há quem mande. Os ministros passam e as pessoas ficam", concluiu.

A Plataforma de Entendimento para a Reposição das scut na A23 e A25 integra sete entidades dos distritos de Castelo Branco e da Guarda, nomeadamente a Associação Empresarial da Beira Baixa, a União de Sindicatos de Castelo Branco, a Comissão de Utentes Contra as Portagens na A23, o Movimento de Empresários pela Subsistência pelo Interior, a Associação Empresarial da Região da Guarda, a Comissão de Utentes da A25 e a União de Sindicatos da Guarda.