A ligação aérea Bragança-Portimão aguarda pelo visto do Tribunal de Contas, que informou esta segunda-feira ter recebido, na semana passada, o contrato entre o Governo cessante e a Aero Vip, responsável por assegurar a rota nos próximos três anos.

“O processo deu entrada no final da passada semana”, refere o Tribunal de Contas (TdC), numa resposta escrita enviada à Lusa.


A empresa Aero Vip, do Grupo Seven Air, apresentou a única proposta para a exploração da linha Bragança-Vila Real-Viseu-Cascais-Portimão, que vai unir o interior norte ao sul do país.

Contactada pela Lusa, fonte do Grupo Seven Air confirmou a assinatura do contrato na semana passada, acrescentando "estar preparada para começar a operar a linha", mas salientou que tal só poderá acontecer após o visto favorável do TdC.

“Esperamos que o visto seja dado o quanto antes. A nossa expetativa é a de que, ainda durante este mês de outubro, possamos iniciar os voos”, referiu a mesma fonte do Grupo Seven Air.


A empresa Aero Vip foi responsável pela carreira aérea Bragança/Vila Real/Lisboa até novembro de 2012, mês em que o Governo decidiu suspender a ligação, após 15 anos de voos ininterruptos.

A companhia faz também a ligação entre as ilhas da Madeira e do Porto Santo desde 2014, tendo contrato válido até 2017.

O modelo de serviço público imposto para o transporte aéreo entre Bragança e Portimão, com escalas em Vila Real, Viseu e Cascais, visa, de acordo com o objetivo definido pelo Governo, “estimular a mobilidade e a atividade económica entre regiões, de norte a sul do país, proporcionando melhores e mais rápidas acessibilidades entre os diferentes pontos do território continental”.

Esta ligação, concessionada por três anos, fará pelo menos duas viagens diárias (de segunda-feira a sábado) de ida e volta no período de verão e uma no inverno e contará com uma dotação orçamental total de 7,8 milhões de euros.