O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva, afirma estar solidário com “todas” as medidas da proposta de Orçamento.

“Estou convicto de que o esforço português é duplamente positivo”, disse o ministro, explicando que, por um lado, a proposta de OE é uma “ajuda” à Europa para recuperar a economia e, por outro, é um “sinal de fidelização” à Europa, afirmou, à margem de um seminário em Lisboa.

Quanto a medidas específicas do OE, o governante escusou-se a comentar.

O Governo apresenta hoje a proposta de OE2016, depois de ter divulgado um esboço de plano orçamental no qual se compromete com um défice orçamental de 2,6% do Produto Interno Bruto (PIB) e um crescimento económico de 2,1%, bem como com a reposição salarial no setor público, a redução da sobretaxa do IRS e aumentos nos impostos sobre os produtos petrolíferos, de selo e sobre o tabaco.

As estimativas de crescimento e de redução do défice motivaram já críticas de imprudência, otimismo, irrealismo e de riscos de incumprimento tanto por organismos independentes, como o Conselho de Finanças Públicas (CFP) e a Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), como por agências de rating e analistas.