A taxa de desemprego em Portugal fixou-se nos 11,9% no terceiro trimestre de 2015, estável face ao anterior, mas 1,2 pontos percentuais abaixo do nível de há um ano atrás, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).

A população desempregada diminuiu 0,3% em termos trimestrais e 10,2% em termos homólogos ou 70.100 pessoas, enquanto o desemprego jovem dos trabalhadores entre os 15 e 24 anos se agravou para 30,8%, de 29,8% no segundo trimestre.

O INE referiu que a população activa diminuiu 0,1% em termos trimestrais e caiu 1,1% em termos homólogos para 5,19 milhões de pessoas, tendo a população empregada descido muito ligeiramente face aos três meses anteriores, mas subido 0,2% comparando com o mesmo período de 2014.

Segundo o cenário inscrito no Orçamento de Estado (OE) para 2015, a taxa de desemprego deverá fixar-se em 13,4% este ano.

Portugal superou uma cavada recessão provocada pelo duro resgate terminado em meados de 2014, tendo a economia expandido 0,9% em 2014 e o Executivo prevê um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,6% em 2015.

Os investidores estão a seguir atentamente a evolução política em Portugal.

Segundo analistas, o novo Governo liderado por Pedro Passos Coelho, pode ter uma vida inferior a duas semanas pois, apesar da coligação do Partido Social Democrata (PSD) com o CDS-Partido Popular ter ganhos as eleições, perdeu a maioria dos deputados do Parlamento para os partidos de esquerda.

O Partido Socialista (PS), o Bloco de Esquerda (BE), o Partido Comunista Português (PCP) e Os Verdes, cujas direcções estão em negociações avançadas para viabilizarem um Governo alternativo liderado pelo PS, querem 'chumbar' o Executivo de centro-direita e vão apresentar moções de rejeição.