O Banco Central Europeu (BCE) assume a partir de hoje as suas funções de supervisão sobre os 120 principais bancos da zona euro, entre os quais se contam quatro entidades portuguesas: BCP, BPI, CGD e Novo Banco.
 
Na segunda-feira, nota a Lusa, a entidade liderada por Mario Draghi garantiu estar preparada para assumir o desafio, revelando que as estruturas de governação do Mecanismo Único de Supervisão (MUS) estão «inteiramente operacionais».
 
Isto, depois do esforço feito para garantir que a avaliação completa aos ativos dos principais bancos europeus fosse concluída dentro do prazo estabelecido, tendo os resultados sido divulgados a 26 de outubro.
 
Dos 130 bancos que foram submetidos às avaliações conjuntas do BCE e da Autoridade Bancária Europeia (EBA), 25 chumbaram, tendo Itália sido o país mais afetado pelos chumbos, com nove bancos a falharem no exame.
 
Em Portugal, o Banco Comercial Português (BCP) foi o único dos três bancos portugueses que chumbou no cenário mais adverso dos testes de 'stress' conduzidos pelas autoridades europeias, enquanto a Caixa Geral de Depósitos (CGD) e o Banco BPI passaram nos exames.
 
De fora ficou, para já, o Novo Banco, que deveria substituir o Banco Espírito Santo (BES) na lista das entidades portuguesas sob avaliação, mas cujos exames não foram concluídos a tempo de serem englobados na divulgação conjunta de resultados.
 
As regras europeias ditam que os bancos mais representativos do sistema passam para a alçada de supervisão direta do BCE caso tenham ativos superiores a 30 mil milhões de euros ou representem mais de 20% do Produto Interno Bruto (PIB) do país de origem.