O Banco de Portugal vendeu a sua participação na Finangeste, correspondente a 44% do capital social da empresa, à sociedade Isegoria Investments, disse hoje o supervisor e regulador bancário em comunicado.

A Finangeste foi uma empresa criada no âmbito das nacionalizações no setor bancário e, segundo o Banco de Portugal, a Isegoria comprou mesmo a totalidade da empresa, uma vez que os outros acionistas (nomeadamente BPI e BCP) acompanharam a decisão do supervisor e venderam também as suas posições.

O valor do negócio não foi divulgado.

A Finangeste atua na recuperação de créditos e outros ativos de cobrança duvidosa e, em 2013, foi uma das vencedoras do concurso para a recuperação de créditos do ex-BPN, no montante de 3,6 mil milhões de euros.

O Banco de Portugal, que diz que entrou no capital da Finangest em 1982 em conjunto com bancos comerciais tendo "como principal missão a recuperação de créditos e outros ativos de cobrabilidade duvidosa detidos por bancos comerciais, contribuindo assim, na altura, para o respetivo saneamento”, justifica a venda da sua participação na empresa por ter “concluído com sucesso o essencial daquela missão”.

O comunicado da entidade liderada por Carlos Costa diz ainda que a Finangeste, que não é mais considerada uma sociedade financeira, deixa agora de estar sujeita à sua supervisão.

O Conselho de Ministros aprovou em abril a alteração do regime jurídico aplicável à Finangeste precisamente com vista à sua venda.

Esta empresa foi também uma das que ganhou, em consórcio