A Qatar Petroleum anunciou que vai aumentar a produção de gás natural em 33%, em resposta ao bloqueio económico imposto ao país há quase um mês por sete países vizinhos árabes.

A produção subirá de 77 para 100 milhões de toneladas por ano, O pequeno emirado tem o objetivo de produzir 100 milhões de toneladas de gás natural por ano até 2024, segundo explicou o presidente da empresa, Saad al-Kaabi, em conferência de imprensa.

Para atingir esta meta, pretende dobrar a produção de um projeto de extração na área meridional do Campo Norte, o maior campo de gás do mundo, localizado nas águas do golfo Pérsico e que Doha divide com o Irão.

A Arábia Saudita e os aliados deram ontem 48 horas ao Qatar para responder ao ultimato. Na lista de exigências, consta o encerramento da televisão Al Jazeera e de uma base militar turca, além da limitação das relações com o Irão. 

O corte de relações diplomáticas - complementado com uma série de medidas para isolar o país, como encerramento do espaço aéreo aos meios de transporte do país - culmina anos de tensões na aliança entre os produtores de petróleo do Golfo e reflete uma irritação crescente dos países vizinhos com o apoio do Qatar a organizações que os outros Estados árabes consideram terroristas.

Esses países acusam Doha de ter ligações com “organizações terroristas e grupos sectários que procuram desestabilizar a região, entre os quais a Irmandade Muçulmana, o Daesh (acrónimo árabe do grupo autoproclamado Estado Islâmico) e Al-Qaeda”.

O Qatar rejeita as acusações, classificando-as como “calúnias injustificadas”, e garante que “está a lutar contra o terrorismo e o extremismo”, enquanto a comunidade internacional tenta arranjar forma de pôr fim a esta crise diplomática.