A administração da Carris, Metropolitano de Lisboa, Transtejo e Soflusa formalizou a retirada da denúncia dos acordos de empresa, encerrando um dos pontos de conflito nas transportadoras, anunciou esta sexta-feira a Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans).

Segundo uma nota sindical, a administração da Transportes de Lisboa, que junta aquelas empresas transportadoras, comunicou à Fectrans “a retirada da denúncia dos Acordos de Empresa desencadeada pela anterior administração, já no período de mudança de Governo, numa atitude revanchista pela derrota das suas intenções de privatizar estas quatro empresas”.

A formalização da retirada da denúncia, compromisso que tinha sido assumido pelo primeiro-ministro na Assembleia da República, encerra “um dos motivos de conflito nestas empresas”, explica a estrutura sindical, afeta à CGTP-In.

É uma decisão que corresponde às reivindicações sindicais, abrindo-se novos espaços de negociação, que esperamos sejam aproveitados”, refere a Fectrans.

No entanto, a decisão não afasta “as preocupações dos trabalhadores e motivos de luta”, esclarece a nota da federação sindical.

Encerrado este capítulo é preciso que o Governo e a administração se centrem nos problemas centrais destas empresas, nomeadamente, falta de trabalhadores e redução das situações de precariedade, [e] resolução dos problemas relativos à imobilização de material circulante e barcos”, nota a Fectrans.

A estrutura sindical mostrou-se ainda preocupada com o “cumprimento dos Acordos de Empresa, dinamização da contratação coletiva com vista à reposição daquilo que é devido aos trabalhadores, negociação da melhoria dos salários, que continuam a ser os mesmos de 2009, e reversão do roubo que está a ser feito aos trabalhadores da CarrisTur, já no quadro do atual governo”.

Uma fonte oficial da Transportes de Lisboa confirmou à Lusa que a retirada da denúncia dos Acordos de Empresa “já foi comunicada aos sindicatos e transmitida à DGERT [Direcção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho]”.

Em relação à contratação de trabalhadores, compromisso já assumido pela tutela e administração do metro, a mesma fonte adiantou que “se encontra a decorrer a tramitação legal do processo e, portanto, está em andamento” a sua concretização.