A Associação Nacional de Guardas está a ser contactada por dezenas de militares da GNR que estão preocupados com as verbas que depositaram numa empresa do grupo Espírito Santo, disse à Lusa André Oliveira, da ANAG.

Em declarações à Lusa, André Oliveira disse que há cerca de 2.500 militares da GNR que investiram as suas economias na Espírito Santo Fundo de Pensões SA, detidos pelo Novo Banco, que se designa agora GNB Gestão de Ativos, Grupo Novo Banco, no âmbito de um protocolo entre a GNR e aquela empresa. Não consegue, contudo, precisar quais os montantes envolvidos.

Segundo André Oliveira, há dezenas de militares que estão em «desespero» por não saberem o destino dos fundos de pensões aplicados na ESAF.

Nesse sentido, a ANAG reúne-se na quinta-feira com os responsáveis do GNB Gestão de Ativos do Novo Banco.

Os militares questionam se a entidade que poderá adquirir o Novo Banco assumirá as mesmas condições e garantias sobre os referidos fundos de pensões, já que até à data não foram dadas aos clientes garantias financeiras dos referidos fundos nem em que condições estão incluídas no processo de venda a outra entidade bancária.

A ANAG acrescenta que pretende esclarecer a situação devido a notícias que vieram a público sobre os investidores que retiraram 748 milhões de euros dos fundos de pensões da ESAF, bem como o possível envolvimento desta no processo Swiss Leaks.

A ANAG fará todas as diligências necessárias para obter informações claras sobre o protocolo de cooperação entre a GNB Gestão de Ativos e os Serviços Sociais da Guarda Nacional Republicana, uma vez que existem cláusulas que suscitam dúvidas.

Segundo a ANAG, a GNB Gestão de Ativos está a dificultar a transferência desses fundos para outras entidades bancárias, não existindo qualquer forma de resgate a não ser pelas cláusulas impostas no presente protocolo.