O ministro angolano dos Petróleos, Botelho de Vasconcelos, disse, nos Estados Unidos da América, que as reservas provadas de petróleo de Angola estimam-se em 12,6 mil milhões de barris, em função das novas descobertas.

O governante angolano, citado hoje pela agência de notícias Angop, discursava na segunda-feira, em Nova Orleães, Estado de Luisiana, no banquete anual da Sociedade de Engenheiros de Petróleo (SPE).

Segundo Botelho de Vasconcelos, as recentes descobertas «foram feitas em águas rasas, profundas e ultraprofundas».

Botelho de Vasconcelos fez ainda referência ao lançamento, este ano e em 2014, do leilão de 15 novos blocos em terra, com vista a inserir empresas privadas angolanas na exploração de petróleo, bem como promover possibilidades de parcerias.

O processo de licitações está distribuído pelas bacias do Cuanza e do Baixo Congo.

Relativamente à produção petrolífera em Angola, o ministro angolano disse que está estimada numa média de 1,650 milhões de barris diários, perspetivando-se um aumento, a curto prazo, para os dois milhões por dia, como consequência do aumento previsto da produção dos campos petrolíferos existentes.

A inserção de empresas nacionais no setor petrolífero, segundo Botelho de Vasconcelos, constitui «preocupação bastante» do Governo angolano, salientando que estão a ser reanalisadas as políticas de elaboração e definição da filosofia para o conteúdo nacional no setor de petróleo.

«Nos últimos 20 anos, o setor tem observado uma dinâmica sem precedentes na costa ocidental de África. Como corolário desta dinâmica, Angola tornou-se referência mundial no domínio do desenvolvimento e produção de campos petrolíferos em águas profundas», referiu o governante angolano numa caracterização do setor dos petróleos de Angola.

Angola é atualmente o segundo maior produtor de petróleo na África subsaariana, atrás da Nigéria, com cerca de 1,7 milhões de barris/dia e o objetivo confesso é atingir a cifra de 2 milhões em 2017, depois de anteriormente ter sido equacionado o ano de 2015.

O crude representa 97% das exportações e 80% da receita fiscal, mas, segundo o Banco Mundial, a indústria petrolífera emprega apenas 1% da população, que já soma mais de 21 milhões, dos quais a maioria vive com menos de 2 dólares por dia, de acordo com os dados das Nações Unidas.