A greve de hoje na empresa Transportes Sul do Tejo (TST) está a ter uma adesão de 95%, disse à Lusa fonte sindical, enquanto a administração aponta para números diferentes, na ordem dos 41%.

Os trabalhadores dos TST estão a realizar hoje uma greve de 24 horas, defendendo aumentos salariais e a necessidade de discutir a caducidade do acordo de empresa, bem como a aplicação de tempos de disponibilidade.

«A greve de hoje está a ter uma forte adesão, maior ainda que na última greve e podemos dizer que a adesão se situa na ordem dos 95%», disse à agência Lusa João Saúde, do Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal (STRUP).

A TST, contactada pela Lusa, refere números diferentes dos do sindicato e adiantou que a adesão se situa nos 41%, assegurando que a empresa está a adotar as medidas «possíveis e necessárias para minorar o impacto da greve junto das populações».

«Faz sentido referir que foi já definida uma atualização salarial acima da inflação, com efeito a partir de 01 de janeiro deste ano. Tendo em conta a perda de 5,3 milhões de passageiros em 2013, esta decisão representa um enorme esforço financeiro para a TST que, desta forma, procura manter os postos de trabalho», refere a empresa, em resposta enviada por escrito.

Quanto aos tempos de disponibilidade, tempos entre serviços que anteriormente, mesmo estando os motoristas em pausa, eram pagos como horas normais de trabalho, a empresa refere que os motoristas vão poder passar a ausentar-se do local de trabalho passando a dispor deste tempo.

«Esta alteração deve-se à necessidade de adequar os horários de trabalho às características próprias do setor», acrescenta.

O sindicalista João Saúde disse que os trabalhadores estão a concentra-se junto à Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) de Almada, onde vai decorrer um plenário.

«Os trabalhadores vão decidir novas formas de luta na empresa e esperam também ser recebidos na ACT, onde vão entregar um documento a explicar a atual situação nos TST», explicou.

A greve de hoje foi marcada pelo Sindicato Nacional dos Motoristas, tendo depois existido acordo entre os vários sindicatos para avançar com a paralisação, durante a última greve de 24 horas e plenário, que decorreram no dia 28 de março.

Está também a decorrer na empresa uma greve ao trabalho extraordinário, que se vai manter até ao dia 04 de abril.