A direção da UGT vai apresentar pedidos urgentes de audiência ao Presidente da República, provedor de Justiça e todos os grupos parlamentares para sublinhar o desacordo face à proposta de Orçamento de Estado para 2014.

Segundo Carlos Silva, secretário-geral da União Geral de Trabalhadores, «não basta pedir a fiscalização do documento, é preciso expressar verbalmente as nossas preocupações», adiantou o sindicalista ao Expresso.

A reação da UGT - parceiros preferencial de negociações do Governo para concertação social - surge um dia depois de Cavaco Silva ter tornado claro que não enviará o OE de 2014 para fiscalização constitucional.

Na mensagem de Ano Novo, ao contrário do que sucedeu no ano passado, o Presidente da República não anunciou a intenção de enviar para o TC o diploma para fiscalização sucessiva, sublinhando mesmo a importância de um Orçamento de Estado para que Portugal termine com sucesso o período de intervenção externa.