A Autoridade da Concorrência  aprovou a compra da Cabovisão e da Oni pela Cabolink, da Apax France, à francesa Altice, considerando que a operação “não é suscetível de criar entraves significativos à concorrência”.

Numa nota publicada na sua página na internet, a AdC afirma que, a 27 de novembro de 2015, o Conselho da Autoridade da Concorrência deliberou “adotar uma decisão de não oposição à presente operação de concentração […], uma vez que a mesma não é suscetível de criar entraves significativos à concorrência efetiva nos mercados relevantes identificados”.

Em outubro, a AdC informou ter sido notificada sobre a compra da Cabovisão e da Oni pela Cabolink, da Apax France, à francesa Altice, num anúncio publicado na imprensa, recorda a Lusa.

De acordo com o anúncio, a AdC recebeu a 12 de outubro "uma notificação prévia de uma operação de concentração de empresas", que "consiste na aquisição pela sociedade Cabolink do controlo exclusivo" da Cabovisão, Winreason (detida pela Cabovisão) e Oni.

A operação consiste na aquisição da "totalidade do capital social da Cabovisão".

A Cabolink é controlada pela Apax Partners Midmarket SAS, empresa que gere os fundos Apax France, presentes em Portugal através das sociedades Europe Snacks e SK FireSafety Group, que desenvolvem "actividades de fabrico de aperitivos salgados e de segurança contra incêndios", como se lê no aviso.

A venda da Cabovisão e da Oni tinha sido imposta à Altice, grupo de Patrick Drahi, depois de esta ter adquirido a PT Portugal, dona da Meo.

Em setembro, a Apax France adiantou que a operação deveria estar concluída até ao final do ano.

A Apax France já foi no passado coinvestidora com a Altice na Cabovisão, nomeadamente quando a Altice comprou esta operadora em 2011 por 45 milhões de euros, acordando com a Apax que esta comprasse 40% da empresa.

Mais tarde, em 2013, a Altice voltou a recuperar a posição de 40% da Apax.