A inflação homóloga no conjunto da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) atingiu 1,4% em fevereiro, menos 0,3 pontos percentuais que em janeiro devido à queda dos preços de energia, segundo dados apresentados hoje.

Em termos homólogos, os preços da energia desceram 0,4% em fevereiro depois de terem subido 2,1% em janeiro, sublinha a OCDE num comunicado.

Na zona euro a taxa de inflação atingiu 0,7% em fevereiro (menos 0,1 pontos percentuais que em janeiro), tendo para esta queda contribuído a descida acentuada dos preços da energia (2,3%).

Vários membros da zona euro tinham em fevereiro uma inflação negativa, designadamente Grécia (0,9%), Portugal (0,1%) e Eslováquia (0,1%), enquanto noutros os preços estavam quase estagnados, como o caso de Espanha (0,1%), Irlanda (0,1%) e Eslovénia (0,2%).

Estes seis países estão entre os mais atingidos pela crise.

Fora da zona euro, mas também na Europa, em fevereiro havia países à beira da deflação, como a Suíça (-0,2%), e outros com aumentos dos mais elevados da OCDE, como o Reino Unido, com uma inflação de 1,7%.

Nos Estados Unidos a taxa de inflação em fevereiro foi de 1,1%, menos 0,5 pontos percentuais que em janeiro.

As taxas de inflação mais altas da OCDE em fevereiro foram registadas na Turquia (7,9%), México (4,2%), Chile (3,4%) e Austrália (2,7%).