O presidente da seguradora Fidelidade, detida pelo grupo chinês Fosun, disse hoje que a participação deste grupo no BCP pode vir a aumentar.

"A nossa posição é considerável e pode ser reforçada", afirmou Jorge Magalhães Correia, em declarações à agência de informação financeira Bloomberg.

O grupo chinês Fosun é o maior acionista do banco BCP, com 25,16%, seguido da petrolífera angolana Sonangol, com cerca de 15%.

Esta quarta-feira, a Sonangol disse que vai manter as participações que tem no capital social do Millennium BCP, assim como na Galp, por serem "investimentos estratégicos", cita a Lusa.

"Por cada euro investido, o banco hoje gera valor adicionado, para a organização que o banco continua a reinvestir, ainda não deu o salto no sentido de gerar valor para distribuir aos acionistas, mas são conhecidos os seus resultados", afirmou Carlos Saturnino, que sucedeu a Isabel dos Santos como presidente da Sonangol.

O BCP obteve lucros de 186,4 milhões de euros em 2017, cerca de oito vezes os 23,9 milhões de euros conseguidos em 2016.