O BCP registou lucros de 235,4 milhões de euros em 2015, ligeiramente abaixo do esperado pelos analistas. Recorde-se que em 2014 o banco tinha tido prejuízos de 226,6 milhões de euros, numa série de quatros anos de prejuízos.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, o banco sublinha que os resultados refletem o crescimento de 16,6% da margem financeira e o facto dos custos operacionais terem descido 3,7%.

Os depósitos de clientes cresceram 3,5% para 51,5 mil milhões de euros, com os recursos totais de clientes a situarem-se em 66,2 mil milhões de euros.

O banco destaca ainda o esforço de provisionamento "com tendência favorável", resultando numa diminuição das imparidades: 833 milhões em 2015, versus 1.107,0 milhões em 2014. E nota também a redução da utilização de financiamento líquido do BCE para 5,3 mil milhões, face aos 6,6 mil milhões registados em 31 de dezembro de 2014.

"Os indicadores de capital não incluem ainda o efeito do acordo com vista à fusão entre o Millennium Angola e o Banco Privado Atlântico, S.A., estimado em +0,4 pontos percentuais em base phased-in", afirma a nota do BCP.


Banco encerrou 24 sucursais


O banco encerrou 24 sucursais ao longo do ano passado em Portugal, passando a contar com 671 balcões, tendo reduzido o quadro de pessoal em 336 pessoas para 7.459 trabalhadores.

Nuno Amado, presidente do BCP, avançou com estes números durante a conferência de imprensa de apresentação das contas de 2015, destacando que a instituição antecipou as metas que tinham sido acordadas com Bruxelas no âmbito do auxílio estatal que recebeu em 2012.

No que toca à atividade internacional, houve uma redução de sete agências para um total de 671 sucursais (exatamente o mesmo número da rede doméstica) e houve uma diminuição de 121 colaboradores para um total de 9.724 funcionários.