O principal contributo para a subida do índice nacional vem da Galp, com uma subida de 1,19%, feita em contraciclo com o preço do petróleo nos mercados internacionais.

O peso-pesado EDP subiu 0,9% e na banca, o BPI ganhou 1%. O Millennium BCP somou 1,25%, mas chegou a disparar 5%, numa recuperação técnica, após ter sido demasiado castigado nas últimas sessões. "Hoje não há notícias sobre o BCP e as ações continuam voláteis. Mas, o título teve 7 dias seguidos de queda", disse Albino Oliveira, analista da Patris Investimentos, citado pela agência Reuters. "O BCP pode estar a fazer uma recuperação (técnica) até porque o título se tinha aproximado de mínimos de 7 de Abril e de 24 de Fevereiro", acrescentou. As ações do BCP tinham caído mais de 14% desde 2 de Maio, com os investidores a percecionarem que o seu rácio capital poderia ser afetado, caso lhe fosse permitido concorrer ao Novo Banco e decidisse fazê-lo.

A telecom NOS ganhou 1,39%.

No retalho o cenário foi misto, com a Jerónimo Martins a cair 0,76% enquanto a Sonae ganhou 0,86%, em dia de apresentação de contas.

Os CTT, que ontem anunciaram os resultados trimestrais, fecharam com uma subida de 0,24%. O operador postal teve uma queda do lucro de 7,3% para 20,7 milhões de euros no primeiro trimestre do ano, tendo os custos operacionais no segmento de correio caído 7,5% para 110 milhões de euros. Os resultados acabaram por ficar acima das estimativas.

A liderar as subidas no índice esteve a Sonae Capital, ao disparar 4,1%.

Na Europa, o índice FTSEurofirst, que agrega as 300 maiores cotadas do continente, fechou a cair 0,58%, tendo as principais bolsas invertido dos ganhos da manhã. Diversos traders realçaram os resultados do banco francês Cedit Agricole, cujo lucro afundou 71% nos primeiros três meses, e da seguradora italiana Generali, cujo lucro caiu 12%. As ações do banco recuaram 5% e as da seguradora 4%.

Exceção para a bolsa de Atenas, que subiu 2,2% perante expectativas quanto ao desbloquear da próxima tranche de ajuda externa por parte dos credores.

No mercado secundário de dívida, a taxa de juro das Obrigações do Tesouro a 10 anos segue estável em 3,24%.