A bolsa portuguesa encerrou, esta segunda-feira, num mínimo desde setembro, penalizada pelas quedas da Jerónimo Martins e Galp Energia,  num dia que ficou  marcado pela forte desvalorização das ações do Banif.

O banco liderado por Jorge Tomé afundou 42,9% por causa de notícias que dão conta do prazo apertado do Banif para vender a posição do Estado e da possibilidade de uma eventual resolução, se isso não acontecer. As ações do banco tocaram um novo mínimo histórico nos 0,0006 euros e fecharam a valer 0,0008 euros.
 

Administração do Banif afasta resolução


Em comunicado, o conselho de administração do Banif afirmou que se "encontra actualmente em curso, em articulação com as autoridades responsáveis, um processo aberto e competitivo de venda da posição do Estado Português no Banif, no qual se encontram envolvidos diversos investidores internacionais. Pelo que qualquer cenário de resolução ou imposição de uma medida administrativa não tem qualquer sentido ou fundamento".

Segundo o analista Albino Oliveira, da Patris Investimentos, ouvido pela agência Reuters, "continuam os receios de que o banco venha a precisar de mais capital e de como irá decorrer o processo de venda e em que moldes, uma vez que o mercado considera que o banco não vai conseguir pagar o que deve ao Estado".

O mesmo analista acrescentou que "o facto do valor nominal do título ser tão baixo torna-o muito volátil e esta volatilidade não vai abrandar nos próximos dias".

A retalhista Jerónimo Martins desceu 2,5% e a petrolífera Galp perdeu 1,94%, por causa do recuo do preço do barril de Brent, em Londres, para mínimos de quase 11 anos, negociando nos 36,8 dólares.

A Pharol deslizou 6,37%, a EDP Renováveis recuou 1,18% e a casa-mãe EDP 1,72%.

O BPI recuou 1,7% mas, pela positiva, destaque para a subida de 1,04% das ações do Millennium BCP.