logotipo tvi24

Dona da Cabovisão quer comprar Oni

Valor envolvido não chega a 100 milhões de euros

Por: tvi24    |   2013-05-17 19:14


A Altice, dona da Cabovisão, quer comprar a Oni por um valor inferior a 100 milhões de euros, mas divergências entre os acionistas desta operadora estão a atrasar o negócio, segundo responsáveis do setor.

Questionada pela Lusa sobre o interesse da Altice, fonte oficial da Oni disse que os acionistas da operadora «têm recebido várias demonstrações de interesse na empresa», escusando-se a avançar com pormenores

A mesma fonte adiantou que «todas as abordagens têm merecido a melhor consideração e representam o reconhecimento do esforço e confiança no trabalho desenvolvido ao longo do tempo».

No entanto, «não existindo, até ao momento, qualquer alteração à situação atual da empresa, continuamos plenamente focados no desenvolvimento da nossa estratégia de serviços e no plano de negócio definido», adiantou.

A Lusa pediu um comentário da Cabovisão sobre o assunto, mas até ao momento ainda não foi possível obter resposta.

De acordo com fontes do setor, o processo já se arrasta há vários meses, depois de a Altice, fundada entre outros por Armando Pereira, de ascendência portuguesa, e também detentora do maior operador francês de Cabo ¿ Numericable, ter colocado em cima da mesa uma proposta de compra da Oni por um valor «que não chega aos 100 milhões de euros», metade do valor face a propostas de aquisição que a Oni chegou a receber no passado.

A proposta esbarrou contudo nas divergências existentes entre os dois maiores acionistas da empresa que detém a Oni, a Winreason, que por sua vez é detida pela The Riverside Company, com 60,9%, e a Gestmin SGPS, com 34,6%.

As mesmas fontes explicam os motivos do desequilíbrio entre os acionistas: «O interesse da Riverside é sobretudo equity, o interesse da Gestmin é dívida, porque também tem dívida na Oni. Perante uma determinada proposta, primeiro a dívida tem precedência e comerá a maior parte da proposta e o que resta é para distribuir pelos acionistas e aí a Gestmin receberia muito mais do que a Riverside».

Após a aquisição da operadora de televisão por subscrição Cabovisão em fevereiro do ano passado por 45 milhões de euros à canadiana Cogeco, a Altice conseguiria com a compra da Oni a entrada no mercado empresarial, o alargamento da cobertura dos seus serviços a nível nacional, assim como a evolução para serviços de comunicações móveis, através da conversão da licença de wimax (acesso de banda larga), que a Oni tem, em licença de LTE (Long Term Evolution), ou seja, a quarta geração móvel.

Em declarações à agência Lusa na quinta-feira, o diretor-geral Cabovisão, João Zúquete da Silva, admitiu a possibilidade de a operadora de telecomunicações passar a incluir na sua oferta o serviço de comunicações móveis.

Esta possibilidade poderá ser concretizada se a Cabovisão se transformar num operador virtual (MVNO) utilizando a rede dos operadores móveis como a Vodafone, a Sonaecom e a Portugal Telecom, ou através da transformação da licença de wimax, caso a Altice compre a Oni, explicaram as mesmas fontes.

Partilhar

Beijing Capital prestes a desistir da corrida à EGF
Vários concorrentes solicitaram o adiamento dos prazos de entrega das propostas vinculativas
BES adia apresentação de resultados para 30 de julho
Analistas estimam prejuízo de 179 milhões excluindo exposição ao GES
BES define reforço de solidez até setembro
Vender ativos será um dos pilares da otimização do balanço
EM MANCHETE
Professores têm de justificar falta à prova
Só assim evitarão ser «prejudicados» no próximo concurso, esclareceu o ministro Nuno Crato
«Crato conseguiu vitória com truque bastante ordinário»
RioForte avança com pedido de falência no Luxemburgo