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Inteligência artificial: a revolução continua

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O desenvolvimento da sociedade faz-se ao ritmo do desenvolvimento tecnológico. 

Hoje, já poucos imaginam um mundo sem Internet ou sem smartphones. As gerações mais novas dificilmente saberão o que é um fax, por exemplo.

A tecnologia mexe com as nossas rotinas, mexe com o nosso estilo de vida. 

E no plano tecnológico há uma revolução em curso: os extraordinários avanços da inteligência artificial estão a mudar drasticamente o mundo como o conhecemos.

 

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Inteligência artificial

Robôs que substituem humanos nas empresas

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A inteligência artificial está a ganhar espaço à inteligência humana no domínio industrial. Que o digam os trabalhadores da empresa japonesa Fukoku Mutual Life Insurance, que este ano viram 34 colegas serem substituídos por uma plataforma informática.

Os trabalhadores substituídos tinham a função de digitalizar e ler os documentos de registos hospitalares e arquivo médicos, antes de estabelecer os pagamentos e detetar fraudes. Mas tudo isso passará a ser realizado pela plataforma de forma muito mais rápida.

O Japão estima que em 2035 mais de metade dos empregos no Japão serão substituídos por robôs. 

Em 2017, as máquinas inteligentes deram (ainda mais) provas do que podem fazer e isto vai muito para além da execução de tarefas industriais. 

Este ano, a grande cimeira de tecnologia que decorreu em Lisboa, a Web Summit, antecipou um pouco do que ainda está para vir com a conversa entre os robôs Sophia e Einstein.

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Sophia é o primeiro robot a receber cidadania na Arábia Saudita

Dois robôs a conversar

Os robôs Sophia e Einstein entraram no palco da Web Summit apoiados em plataformas deslizantes, uma vez que, por serem robôs, não conseguem andar de forma normal. Mas depressa surpreenderam o público quando começaram a conversar como se de dois humanos se tratassem

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Sophia, o robô mais "humano" de sempre

Em 2001, o filme "A.I. - Inteligência Artifical", de Steven Spielberg, contava a história de David, um robô que fisicamente era em tudo semelhante a um menino e que lutava para se tornar numa criança de verdade. À época, este cenário podia parecer muito distante, mas 16 anos depois, parece estar cada vez mais próximo.

Prova disso é a existência da robô Sophia, que tanto deu que falar este ano.

Desenvolvida pela empresa tecnológica de Hong Kong Hanson Robotics, Sophia tem uma aparência muito semelhante à de uma mulher - foi inspirada na fisionomia da atriz Audrey Hepburn.

Mas a excecionalidade de Sophia é outra: trata-se do robô com o comportamento mais próximo ao de um humano. Sophia é capaz de imitar gestos e expressões faciais e consegue ter conversas simples, ainda que sobre temáticas previamente definidas como, por exemplo, o estado do tempo.

Este ano, Sophia tornou-se o primeiro robô a ter direito a cidadania. E a Arábia Saudita tornou-se no primeiro país a ter um cidadão robótico. 

Por tudo isto, esta robô foi uma das sensações tecnológicas de 2017 e deu o mote para muitas questões sobre o que aí vem. 

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Sophia, uma das sensações do ano

A robô Sophia foi um dos destaques de conferência internacional de tecnologia que decorreu em Genebra, na Suíça, em junho deste ano 

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O que poderão fazer robôs como Sophia

As capacidades de robôs como Sophia poderão ter múltiplas aplicações. E há já muitas empresas e entidades que os testam, a nível mundial, nos mais diversos setores.

 

- Armas 

A criação de máquinas militares autónomas poderá usada em situações muito concretas, de guerra ou conflito.

Nos últimos anos, os Estados Unidos pareciam liderar o desenvolvimento da inteligência artificial para fins militares e bélicos, mas, agora, há mais dois países que têm apostado muito nesta corrida e que se têm mostrado concorrentes à altura: a China e a Rússia. 

 

- Parceiros em relações amorosas

Sim, é mesmo isso que leu. Há fabricantes de bonecos sexuais que já estão a trabalhar com este tipo de tecnologia, como é o caso das empresas True Companion e Real Doll.

As relações românticas entre humanos e robôs são muito frequentes no cinema, mas, em breve, poderão tornar-se reais.

 

 

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Samantha, a boneca sexual inteligente

Samantha é uma boneca sexual com inteligência artificial. Foi criada pelo engenheiro catalão Sergi Santos. Esta boneca é capaz de responder a estímulos verbais e a diferentes cenários

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Robôs como Sophia ou Samantha são inteligentes e sofisticados, mas há uma variedade de robôs mais simples, criados para lhe facilitar muitas tarefas, nomeadamente as domésticas. 

É o caso de Kuri, um robô para a casa que foi apresentado no início do ano na International Consumer Electronics Show (CES) em Las Vegas. 

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Venha fazer uma viagem pela maior feira de tecnologia do mundo

Kuri, o robô que pode brincar com os seus filhos

Kuri é um robô pessoal, programável e adorável. Este objeto pode fazer uma série de coisas desde brincar com os seus filhos, avisá-lo quando alguém chega a casa, ligar a rádio e andar atrás de si enquanto se prepara durante a manhã

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Ainda que os robôs inteligentes sejam já uma possibilidade, a verdade é que os custos destes objetos não estão, para já, ao alcance de todas as carteiras.

Mas a inteligência artificial tem inúmeras aplicações e é também usada em aparelhos tecnológicos acessíveis, que já usamos no quotidiano, como os smartphones ou as assistentes pessoais.

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O novo smartphone da Huawei usa a inteligência artificial

Um novo smartphone com inteligência artificial

Na guerra pela liderança dos smartphones, Apple e a Samsung enfrentam agora a concorrência da Huawei

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Frame

Assistentes pessoais: the next big thing?

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Depois da febre dos smartphones, tudo indica que o mundo se prepara para a febre das assistentes pessoais.

Falamos por exemplo da Siri (Apple), da Alexa (Amazon), da Cortana (Microssoft) e da Google Assistant (Google).

Os avanços da inteligência artificial têm permitido aperfeiçoar o desempenho destas "amigas digitais", que estão cada vez mais eficientes.

As assistentes pessoais são programadas consoante as necessidades e preferências de cada um. Ajudam o utilizador a encontrar informação na Internet, a realizar uma série de tarefas e, no fundo, a organizar a sua vida. Tudo isto privilegiando a comunicação através da voz e dispensando a interação com um ecrã.

Podem estar em diferentes aparelhos que vão do telemóvel com que andamos para todo o lado a uma coluna que temos por casa. 

Os especialistas acreditam que, tal como hoje uma grande maioria das pessoas tem um smartphone, no futuro uma grande maioria vai ter uma assistente pessoal, programada à sua medida. 

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Robô Yangyang

"Todos os aspetos das nossas vidas serão transformados”

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O uso que se dará à inteligência aritficial pode ser o "melhor ou o pior para a Humanidade". Quem o diz é um dos mais conceituados cientistas do mundo, Stephen Hawking.

Numa mensagem em vídeo que foi divulgada na Web Summit, em Lisboa, Hawking manifestou-se otimista quanto às aplicações da inteligência artiificial. Recordando a sua própria experiência de uso de tecnologia, uma vez que é tetraplégico e não consegue falar, o cientista referiu que a inteligência artificial é uma revolução tecnológica que pode "finalmente a erradicar a doença e a pobreza".

No entanto, fez questão de enumerar algumas eventuais consequências que o mau uso da inteligência artificial pode trazer, como armas autónomas, que podem destruir seres humanos.

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Stephen Hawking: "Não podemos prever o que vamos conquistar"

"Não podemos prever o que vamos conquistar"

Na abertura da Web Summit, em Lisboa, o físico Stephen Hawking falou sobre o poder imprevisível da inteligência artificial

Por: Sofia Santana