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Cinquentenário do Maio de 68

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Reportagens de Pedro Bello Moraes

 

Rasgaram-se tempos novos na política, na educação, na igualdade de género, na afirmação sexual, no conceito de liberdade.

Decretou-se que era proibido proibir e durante todo o mês de maio de 68, estudantes, e depois, operários, e depois praticamente toda a sociedade francesa se insurgiu contra os paradigmas vigentes.

A importância do maio de 68 está na abrangência de classes sociais que envolveu. Pelo meio ficou a maior greve geral de sempre na Europa e uma crise política que abalou a presidência do general de Gaulle.

Os profundos efeitos da revolução propagam-se até hoje, 50 anos depois do Maio de 68.

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Movimento estudantil francês queria mudar o mundo e mudou

A utopia saiu à rua

O movimento estudantil francês queria mudar o mundo e mudou.

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24 FOTOS

Maio de 68 em Paris

A palavra é uma arma, que pode ser um tijolo arremessado com raiva.

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De corpo inteiro, olhamos para a bandeira da emancipação da mulher, conquistada na luta travada nas ruas, nas universidades e na sociedade francesas.

A grande vedeta dos sessentas foi a mini-saia. E ainda o uso das cores e padrões festivos, inspirados na natureza. Era isso o flower power. Mas houve outras mudanças. Falo do advento do unisex, como as calças de ganga e as camisas sem gola. A afirmação da igualdade de géneros na sua infinita diferença. As mulheres afirmavam-se num mundo dominado por homens.

A pílula revolucionou o sexo e a sexualidade. Acelerou a tendência para a emancipação da mulher. Inventada no arranque da década só em meados dos anos 60 é que a procura pelo contracetivo cresceu. O sexo, na época, ainda era tratado apenas como meio de reprodução. A pílula gerou uma reviravolta no conceito de sexualidade, com o casal a poder manter relações sexuais apenas por prazer.

É um facto histórico; como os homens terem passado a preocupar-se mais com a fidelidade de mulheres e namoradas.

Nos anos sessenta as mulheres emanciparam-se, mas o Maio de 68 é coisa inacabada como por conquistar está ainda a igualdade entre homens e mulheres.

 

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Maio de 68: De corpo inteiro

De corpo inteiro

A emancipação das mulheres trazida pelo Maio de 68.

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Sérgio Godinho

“Voltava para casa com os olhos inflamados por causa do gás lacrimogéneo. (...) “Houve grandes manifestações no centro de Paris, onde se arrancaram paralelepípedos e se fizeram barricadas, nas quais eu participei activamente, com as minhas mãos"

 

Sérgio Godinho | TVI

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Maio de 68: A cantiga desarma

A cantiga desarma

“Je t´aime moi non plus” foi escrita em 1967 por Serge Gainsbourg para a Brigitte Bardot, que lhe pediu para escrever a música de amor mais bonita de sempre.  A cantiga desarma também para quem de cá está lá. Parte dos traços que lhe conhecemos desenharam-se com o olhar que Sérgio Godinho passou a ter do mundo, vivia ele em Paris em Maio de 68. Foi o que também se passou com Luís Cília, que chegou lá em 64 e lá continuava quando o movimento rebentou.

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Maio de 68: O que fica do que passa

O que fica do que passa

Dedicamos o último dos quatro episódios à novas gerações, perguntamos se querem mudar o mundo, ouvimos as angústias e também os sonhos que têm.

Pedro Bello Moraes