Adele não quer que Donald Trump utilize as suas músicas em ações de campanha. O multimilionário e aspirante a candidato republicano às presidenciais dos Estados Unidos tem sido acusado de se ter apropriado das músicas da cantora para fins políticos. A ira dos fãs de Adele invadiu as redes sociais e obrigou a britânica a quebrar o silêncio: não, Trump não tem autorização para tocar as suas canções.

Foi um porta-voz da cantora que deixou clara esta posição, em declarações aos media do Reino Unido. 


“Adele não deu permissão para que a sua música seja tocada em qualquer evento de campanha política." 


Donald Trump tem usado a canção “Rolling in the Deep” e a música que faz parte da banda sonora do último filme do agente 007, "Skyfall", nos seus eventos de campanha. Por regra, "Rolling in the Deep" é usada para criar ambiente, antecedendo a subida ao palco do magnata norte-americana. Já "Skyfall" é tocada depois dos discursos.

Algo que não passou despercebido aos fãs da cantora. No Twitter, foram muitos os que acusaram o pré-candidato presidencial de usar a música indevidamente. 

Esta não é a primeira vez que o multimilionário se dá mal com as escolhas musicais para efeitos de campanha. No ano passado, o líder dos Aerosmith, Steven Tyler, ordenou que o candidato parasse de usar a balada "Dream On" nos seus ventos.

Também Michael Stipe, dos REM, proibiu Trump de usar a canção "It’s the End of the World as We Know It (And I Feel Fine)" pelo aspirante a candidato presidencial. 

O historial de negas de músicos a políticos já é, de resto, bem antigo. Bruce Springsteen fez o mesmo a Ronal Reagan em 1984, proibindo a utilização do hit "Born in the USA".

Há, no entanto, exemplos que vão no sentido oposto. Recentemente, a banda indie pop Vampire Weekend juntou-se ao aspirante a candidato democrata Bernie Sanders num evento de campanha.