A indústria musical não vive dias fáceis, mas 2014 parece ter contrariado essa tendência. Pela primeira vez desde 2002 este foi o ano em que um álbum vendeu mais de 1,3 milhões de cópias numa semana de estreia. 

Mas se muitos lançamentos foram recebidos com entusiasmo, outros chegaram a gerar polémica.

A TVI24 reuniu os 10 álbuns que mais se destacaram ao longo do ano, por diferentes motivos. 


«1989»,  Taylor Swift 

Logo na primeira semana de lançamento, o álbum que fez saltar Taylor Swift da música country para a música pop vendeu 1,3 milhões de cópias, batendo o recorde dos últimos 12 anos. A última vez que tal tinha acontecido tinha sido em 2002, quando o disco do rapper Eminem «The Eminem Show» vendeu 1322 milhões de cópias, duas semanas após o seu lançamento.

O quinto trabalho discográfico de Taylor Swift é assim o álbum mais vendido do ano e o único que conseguiu a platina em 2014.




«Songs Of Innocence, U2

É o 13º álbum da banda irlandesa liderada pelo carismático Bono.

«Songs of Innocence» tornou-se no álbum da discórdia quando foi disponibilizado de forma gratuita no iTunes, para mais de 500 milhões de utilizadores.

A polémica residiu no facto de a Apple ter colocado o disco em todas as contas dos utilizadores, sem qualquer pedido de autorização dos mesmos. Houve quem não gostasse e tivesse criticado a empresa norte-americana. A gigante tecnológica liderada por Tim Cook viu-se obrigada a criar uma ferramenta que permitisse excluir o álbum.

O artista urbano português Vhils foi convidado a realizar o videoclip de um dos temas, «Raised By Wolves»





«The Endless River», Pink Floyd

A banda de culto liderada por David Gilmour regressou aos discos este ano com «The Endless River». A banda de Cambridge já não lançava um álbum desde 1994, ano em que foi editado «The Division Bell».

Mesmo sem a participação de Roger Waters, os fãs, perante o acontecimento, responderam à altura: o disco bateu o recorde de pré-vendas na plataforma digital da Amazon.

O álbum é maioritariamente instrumental e constituído por material aproveitado das sessões de «The Division Bell».

 



«Lost in The Dream», The War On Drugs

É para muitos o álbum indie do ano. Lançado pelos norte-americanos The War On Drugs , «Lost In the Dream» é o terceiro trabalho da banda e tem estado presente na maioria dos tops dos órgãos especializados.

Elogiado pela crítica e bem recebido pelo público, tem sido um dos fenómenos mais consensuais de 2014.

A banda de Filadélfia passou por Portugal este verão, tendo atuado no festival NOS Alive.


 

«LP1», FKA Twigs

A inglesa FKA Twigs é considerada uma das revelações do ano. O álbum de estreia, que recebeu o nome de «LP1», foi muito bem recebido pela crítica e apreciado pelo público, com o single «Two Weeks» a tomar as rédeas do sucesso.

Com uma sonoridade que faz lembrar o R&B, revestido com texturas pop e camadas electrónicas, o disco tem uma atmosfera estilizada, quase surrealista. Por mais comparações que sejam feitas (Bjork, Allyah, Tricky, só para citar alguns) a britânica parece querer afirmar a sua singularidade.






«Popular Problems», Leonard Cohen

Um dos senhores da folk, Leonard Cohen editou «Popular Problems» este ano, o sucessor de «Old Ideas» (2012).

Com 80 anos, o compositor que é conhecido pela escrita das suas canções, lançou seu 13º álbum de estúdio onde aborda preocupações e dilemas do mundo atual. Cohen fala de guerras, religião, amor e morte. O trabalho tem sido bastante elogiado.




«In The Lonely Hour», Sam Smith

Sam Smith tornou-se mais ou menos conhecido por participar no tema «Latch» dos Disclosure, em 2012. Mas 2014 foi o ano do britânico que assistiu ao sucesso do seu álbum de estreia «In The Lonely Hour», um pouco por todo o mundo.

No Reino Unido o álbum entrou diretamente para o primeiro lugar das tabelas de vendas e nos Estados Unidos bateu um novo recorde: tornou-se no cantor masculino britânico com a melhor semana de vendas desde há 23 anos.

Os hits «Money on My Mind» e a balada «Stay With Me» conquistaram o público.





«Sereia Louca», Capicua

Por cá, 2014 foi o ano de afirmação da rapper Capicua, nome de palco da portuense Ana Matos Fernandes, que editou «Sereia Louca», o seu segundo álbum de estúdio.

O disco fala-nos no feminino, sem descurar a crítica social e conta com a participação de vários convidados como Gisela João ou Aline Frazão.

«Vayorken» foi um dos temas que invadiu as rádios nacionais e que depressa se tornou um hit.





«X», Ed Sheeran

O segundo álbum de Ed Sheeran, «X» tem sido um dos discos pop mais badalados do ano.

Com «X» o cantor britânico de 23 anos foi o artista mais ouvido de 2014 no serviço de streaming Spotify.  Sheeran contabilizou mais de 860 milhões de escutas, sendo que 430 milhões referem-se ao último trabalho.

«Don’t» e «Sing» foram os temas de maior sucesso. O último tema contou com a participação de Pharrell Williams.
 





«Black Messiah», D'Angelo

Outro dos grandes regressos do ano. O cantor soul que não editava um álbum há 14 anos voltou aos discos com «Black Messiah».  

No período em que esteve afastado do estúdio e dos palcos teve problemas com álcool e drogas e até chegou a ser detido. Mas, como uma espécie de novo começo, D'Angelo parece querer agora relançar a carreira que ficou suspensa em 2000. 

Comparado a nomes como Marvin Gaye, Stevie Wonder ou Prince, o novo trabalho do norte-americano foi um presente surpresa para os fãs, que não deixou os especialistas indiferentes. «Black Messiah» tem sido bem recebido pela imprensa especializada.