Um ‘bis’ de Jonas disfarçou a exibição pouco convincente do Benfica diante do Vitória de Guimarães (2-0) e colocou os ‘encarnados’ provisoriamente na liderança da I Liga portuguesa de futebol, em encontro da 28.ª jornada.

O ‘suspeito do costume' e melhor marcador da prova, agora com 33 tiros certeiros, anotou o sexto ‘bis’ esta época, com golos aos 45+1 (de grande penalidade) e 78 minutos (recebendo uma soberba assistência de Raúl Jiménez), naquela que foi a oitava vitória seguida dos tetracampeões no campeonato (a 11.ª nos últimos 12 jogos).

Apesar do desempenho bastante abaixo das expectativas, o Benfica conseguiu os seus intentos e atingiu o primeiro lugar, com mais um ponto do que o FC Porto, que na segunda-feira joga com o Belenenses no Restelo, e quando faltam duas semanas para o clássico entre ‘águias’ e ‘dragões’.

A recuperação de Rúben Dias permitiu a Rui Vitória manter o ‘onze’ que mais vezes tem sido utilizado, enquanto Salvio, ausente há um mês e meio, devido a lesão, voltou a figurar nas opções do técnico, tendo entrado na fase final para permitir a ‘chuva’ de aplausos a Jonas.

O Vitória, que se apresentou sem qualquer ponta de lança de raiz de início, deixava as iniciativas ofensivas a cargo do trio composto por Mattheus Oliveira, Heldon e Raphinha, já que Fábio Sturgeon foi quase sempre um segundo lateral direito, mais preocupado em ‘bloquear’ as subidas de Grimaldo.

O bloco baixo e muito compacto dos vitorianos criou dificuldades várias aos ‘encarnados’, desde logo ao impedir que Jonas tivesse espaço para combinar por dentro. Apesar das dificuldades, o Benfica quase chegou ao golo à passagem dos 10 minutos, quando o guarda-redes Miguel Silva chutou a bola contra Rafa e esta quase tomou o caminho da baliza.

Numa das poucas ocasiões em que Jonas conseguiu ter espaço para se envolver numa jogada, deixou Pizzi em boa posição para inaugurar o marcador, só que o médio mostrou ‘pontaria’ desafinada.

Aos poucos, o Vitória começou a sentir-se ainda mais cómodo e foi afastando as ‘águias’ do seu último reduto, até que, em cima do intervalo, um cruzamento do lado direito foi embater no braço de João Aurélio, dentro da área, deixando o jogo em suspenso.

O árbitro Carlos Xistra ouviu as indicações do vídeoárbitro, mas preferiu consultar as imagens no ecrã e decidiu-se pela marcação da grande penalidade, que permitiu a Jonas somar mais um na conta pessoal desta época.

Os ‘encarnados’ poderiam ter resolvido a questão logo no regresso do intervalo, mas Grimaldo, isolado de forma sublime por Cervi, perdeu no confronto com Miguel Silva. Os mesmos protagonistas estiveram em confronto poucos segundos volvidos, mas o desfecho repetiu-se, com o guarda-redes vimarenense a levar a melhor sobre o lateral espanhol.

As previsões de tranquilidade na Luz foram sendo sucessivamente adiadas, dada a falta de acutilância ofensiva dos tetracampeões, que apenas voltaram a ‘acordar’ a 20 minutos do final, aquando da entrada do mexicano Raúl Jiménez.

Já com Jardel e Fejsa ‘amarelados’ e em risco para o jogo com o FC Porto, Zivkovic iniciou um contra-ataque e desmarcou Raúl Jiménez, que, quando o lance parecia que se iria perder, tirou um ‘coelho da cartola' e cruzou de ‘letra’ para o cabeceamento certeiro de Jonas.

Curiosamente, esta seria a melhor fase do Benfica na partida, que poderia ter aumentado os números por Zivkovic, primeiro, e Seferovic, em tempo de compensação. Para a posteridade fica também um livre de Mattheus Oliveira, que obrigou Bruno Varela a ‘sujar’ os calções pela primeira vez no jogo.