Por: Pedro Jorge da Cunha | 27- 1- 2012 22: 11
No instante em que Keita - confortavelmente só - atirou por cima com a baliza deserta, percebeu-se que muito dificilmente
haveria lugar para o golo neste jogo. As balizas lançaram o seu charme, irresistíveis, piscaram o olho, deixaram mensagens
com o número de telemóvel, mas nada. Ninguém se atrevia a fazer um avanço furtivo e eficaz, mortífero. Até que a 15 minutos
do fim, numa grande penalidade, a bola beijou as redes e o Vitória atingiu o Sétimo Céu.
Muito a custo, mais por obrigação do que por deleite, os minhotos tocaram a felicidade e seguraram o sexto lugar. Edgar encarregou-se
do pontapé decisivo e deu um toque de realismo ao sonho europeu. É suficiente? Para já tem de chegar, mas para que esta relação
se solidifique e se torne um compromisso sério é preciso muito mais.
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