Nas primeiras declarações às estações de televisão após o GP da Hungria de Fórmula 1 deste domingo, o diretor executivo da Mercedes classificou Valtteri Bottas como o “ajudante perfeito” («wing man») de Lewis Hamilton em segurar os Ferrari enquanto o companheiro de equipa construía a vantagem para a vitória na prova.

Na primeira reação de Bottas às palavras de Toro Wolff, o finlandês foi citado como tendo ficado “magoado” e à espera de conversar com a hierarquia da Mercedes sobre as palavras do seu diretor a respeito do papel de cada um dentro da equipa.

Wolff foi confrontado pelo «Motorsport.com» com esse cenário e não se desdisse, não obstante ter explicitado o sentido das suas palavras.

"É exatamente por isso que as coisas que não estão a ser discutidas face a face estão a ser completamente levadas de maneira errada. (...) Na corrida de hoje, começando em segundo, depois da primeira volta, a corrida do Valtteri foi a perfeita para um ajudante. E eu não estou a falar do campeonato, porque não temos o número um, não temos o número dois, mas foi assim que ele estava a correr. Está a dizer-se que talvez a palavra ‘ajudante’ não lhe faça justiça? Ele apenas conduziu uma corrida sensacional e ajudou o Lewis, de certa forma, a construir a liderança."

Bottas voltou também ele a pronunciar-se e, nas redes sociais, o finlandês fez questão de esclarecer a sua posição após “algumas notícias fora de contexto”.

“Eu não pedi uma reunião com os patrões por o Toto dizer que eu era o ajudante perfeito na corrida. Não há necessidade. Fiquei desiludido com o meu resultado final na corrida e num momento vi tudo de uma forma negativa. Eu sei o que ele quis dizer. (...) E ele teria ditto o mesmo sobre o Lewis se ele estivesse na mesma situação e tivesse uma corrida semelhante. Nós estamos em termos iguais e confio nisso a cem por cento. Tudo bem. Vamos continuar a lutar. Acontecerá.”