
Não conhecem dotes vocais a Tonel para cantar como Marco Paulo, mas o experiente central tem dois amores. Pelo menos no próximo domingo vai ser assim. Antigo jogador da Académica e do Sporting, atualmente no Dínamo de Zagreb, promete deslocar-se ao Jamor apenas e só para fruir o jogo e matar saudades de velhos amigos. De ambos os lados.
«É especial para as duas equipas. É uma final. 90 minutos em que tudo pode acontecer. O Sporting é favorito, mas a Académica tem, claro, uma palavra a dizer. Está mais liberta, depois de conseguir a manutenção e até a Liga Europa. Vou desfrutar e ficarei contente por quem ganhar. Que seja um bom espetáculo e sem casos», deseja o defesa, em conversa com o Maisfutebol.
Tonel já esteve na final da Taça de Portugal por duas vezes, sempre ao serviço do Sporting, diante do Belenenses, em 2007, e do F.C. Porto, no ano seguinte. Em ambas, levantou o troféu no final do jogo. «É um jogo que diz muito a qualquer jogador português. Para um estrangeiro é apenas uma final, mas para nós é especial: um jogo diferente, num estádio mítico.»
«É sempre uma partida muito bonita, por ser também no final da época e é sempre bom terminar a ganhar. Vai-se de férias com mais satisfação. Isto para uns, porque outros terão ainda o Europeu. É importante para qualquer equipa. Dá outra alegria e moral», completa.
Académica tinha condições para mais
Tonel não deixa de acompanhar o futebol português e tem, por isso, uma opinião concreta sobre aquilo que foi a época de estudantes e leões. «Começando pela Académica, esteve muito bem no início, andou entre o quarto e sexto lugar. Deu-se a situação com o Éder, a equipa esteve 16 jogos sem ganhar, o que é tremendo, mas lá se safou na última jornada. Tinha plantel para mais, além de condições, história...»
«O Sporting também começou mal, recuperou, mas voltou a cair e o Domingos teve de sair. Entrou o Sá, a equipa retomou as vitórias e caiu de pé na Europa, a jogar bem e a entusiasmar os adeptos. Agora, tem oportunidade de ganhar uma prova importante, que não salvará a época, mas ajuda sempre a deixar uma última imagem positiva», analisou.
Com seis meses de contrato para cumprir com o Dínamo, o futuro continua em aberto para o central de 32 anos, que pretende honrar o compromisso e só depois pensará onde irá jogar. «Nunca se pode fazer planos a longo prazo no futebol. O regresso a Portugal será sempre opção. Sou feliz no meu país, o campeonato é bom, e voltar estará sempre no meu horizonte. Logo se verá...»